terça-feira, 5 de maio de 2009

De técnico novo, Galo tenta resultado inédito (05/05)

Roth: desafio logo no primeiro jogo
Rodrigo Fonseca - Portal Uai


Na estreia de Roth, nesta quarta, contra o Vitória, time tem o desafio de devolver pela primeira vez uma goleada na Copa do Brasil


Se alcançar a classificação às quartas-de-final da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, contra o Vitória, o time do Atlético, além de demonstrar força de reação, vai conquistar um resultado inédito na competição. Nas suas 19 participações no torneio, o Galo jamais conseguiu reverter um placar adverso de pelo menos três gols de diferença. Como perdeu em Salvador por 3 a 0, o Alvinegro precisa golear o Vitória nesta quarta por quatro gols de diferença. Se ganharem por 3 a 0, os mineiros levam a decisão para os pênaltis.
Em seis edições da Copa do Brasil, o Atlético pagou caro por sofrer placares elásticos nos jogos de ida. Logo no primeiro ano da competição, em 1989, o Galo perdeu por 3 a 0 para o Goiás em Goiânia e só venceu o jogo de volta por 2 a 0, saindo nas quartas-de-final.
Em 2000 e 2002, pelas semifinais, novas derrotas por 3 a 0: para São Paulo, no Morumbi, e Brasiliense, no Mineirão, respectivamente. Nas partidas de volta, empate por 3 a 3 com o Tricolor e derrota por 2 a 1 para o time do Distrito Federal.
Já em 2003, pelas quartas-de-final, o Atlético começou perdendo por 4 a 0 para o Sport, em Recife, e terminou vencendo por 3 a 1, resultado insuficiente. Nesse ano, o técnico do Galo era Celso Roth, que está de volta ao clube e estreia nesta quarta-feira contra o Vitória.
No ano seguinte, a desclassificação foi logo na segunda fase. No interior de São Paulo, a equipe atleticana perdeu por 3 a 0 e só venceu em casa por 2 a 0. Por fim, em 2006, o Atlético foi goleado pelo Flamengo por 4 a 1 no Maracanã e só empatou sem gols no Mineirão, dando adeus nas quartas-de-final da Copa do Brasil.
Apesar do histórico negativo e do abatimento do elenco por causa da perda do título mineiro para o Cruzeiro, o estreante Celso Roth, após se reunir com os jogadores, mostrou-se confiante na conquista do resultado necessário contra o Vitória:
“Eu não vou fazer nenhuma apologia ao "Yes, We Can" (de Barack Obama), mas eles (jogadores) me disseram que estão acreditando e eles podem. È difícil, mas não é impossível, com todo respeito ao Vitória. Se o Vitória ganhou de 3 a 0 lá, nós também podemos”, disse Roth. “Se tivermos o torcedor do nosso lado, esse caminho pode ser tornar menos árduo”, acrescentou.

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