domingo, 3 de maio de 2009

Leão deixa o Mineirão revoltado com a arbitragem (03/05)

Expulso de campo, o técnico Emerson Leão ficou no túnel de acesso ao vestiário
Leão invadiu o gramado no intervalo e foi expulso pelo árbitro Leonardo Gaciba

Rodrigo Fonseca - Portal Uai




Enquanto o Cruzeiro festejava no gramado do Mineirão o título do Estadual, o técnico do Atlético, Emerson Leão, culpava a arbitragem pelo empate por 1 a 1, que, além de confirmar a taça ao adversário, manteve a série de 12 jogos sem vitória do Galo sobre o rival.
“Eu não posso pular o clássico. Um clássico que poderia ter sido espetacular se pessoas estranhas a BH não estivessem presentes. Eu preciso tomar cuidado com as minhas palavras. Assim, é difícil ganhar”, disse Leão, referindo ao trio de arbitragem de outros estados, um pedido do Cruzeiro acatado pela Federação Mineira de Futebol. O árbitro foi Leonardo Gaciba da Silva (RS), auxiliado por Carlos Berkenbrock (SC) e Katiuscia Mendonça (ES).
Para Leão, o Atlético apresentou uma postura bem diferente à da goleada de 5 a 0 sofrida no clássico anterior. “Jogou bem, lutou, com dez. Foi tudo certo. Agora, esse trio. A senhorita da direita nós já conhecíamos de Guaratinguetá”, disse o técnico. A auxiliar Katiuscia Mendonça trabalhou no jogo do Atlético pela Copa do Brasil contra o Guaratinguetá e, assim como neste domingo, não foi aprovada.
Leão fez várias reclamações: “Pênalti no Éder, não deu. O gol, anulado. O pênalti deles não foi. Como é que nós vamos ganhar. Quando vão deixar só os jogadores ganharem, sem a interferência de ninguém. Isso aqui não é reclamação de perdedor, mesmo porque nós não perdemos”, disse o técnico, expulso no intervalo por invadir o campo para ‘conversar’ com o árbitro. Segundo Leão, o quarto árbitro teria lhe autorizado a entrar em campo: “Então, porque eu fui expulso?”, questionou.
A revolta do Atlético com a arbitragem no Campeonato Mineiro começou logo no primeiro clássico, pela fase de classificação. O Cruzeiro venceu por 2 a 1. Prejudicado por um erro do árbitro Alício Pena Júnior, o presidente do Galo, Alexandre Kalil, chamou de chefe de quadrilha o presidente da comissão de arbitragem da Federação Mineira, Lincoln Afonso Bicalho, que mais tarde viria a renunciar. Diante da falta de reação dos ofendidos, o presidente do Cruzeiro, Zezé Perrella, passou a pedir árbitros de outros estados nas partidas da equipe.

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