Paulo Galvão - Estado de Minas
Depois de dois nocautes seguidos, diante do maior rival, pelo Mineiro, e do Vitória, em jogo pela Copa do Brasil, Galo busca forças para tentar se recuperar psicologicamente
Atordoado pelas duas goleadas seguidas, que colocaram fim à sequência de 13 jogos invicto da pior forma possível, o Atlético tenta recobrar a consciência. Afinal, a equipe almeja, no mínimo, se sair bem contra o Cruzeiro, domingo, na segunda partida da decisão do Campeonato Mineiro, para recobrar o ânimo visando ao jogo de volta das oitavas-de-final da Copa do Brasil, contra o Vitória, quarta-feira, também no Mineirão. O que mais preocupa foi a acentuada queda de rendimento do Galo a partir do segundo tempo do clássico com a Raposa, quando tomou quatro dos cinco gols da goleada para o maior rival, e diante do time baiano, que não teve dificuldades para fazer 3 a 0. Na partida em Salvador, ficou claro que os atleticanos se ressentiram psicologicamente e que não tiveram forças para reagir depois de sofrer dois gols em 15 minutos. Preocupado, o técnico Emerson Leão tenta manter a calma e fazer o time reencontrar o caminho das vitórias. “Sei que, em um momento como este, é difícil falar em paciência, mas nós temos de ter muita paciência para nos reorganizar, para voltarmos a jogar o que sabemos. Também temos de contar com a ajuda divina, para que nossos jogadores não se machuquem, para que possamos sempre jogar juntos, buscarmos os resultados”, afirmou o treinador. Os jogadores se mostraram bastante abatidos depois de mais uma pancada, mas demonstraram, ao menos, lucidez ao analisar o momento. “Tínhamos uma boa defesa, nosso time estava bem e é até difícil falar, mas temos de nos recuperar, cada um assumir um pouco a responsabilidade. O Atlético é grande, temos bons jogadores e precisamos buscar a reação”, declarou o zagueiro Marcos, para quem uma vitória sobre o Cruzeiro será fundamental para levantar o moral do grupo, mesmo que não consiga vencer pelos cinco gols de diferença que precisa para ser campeão. Para o lateral-direito Élder Granja, que estreou com a camisa alvinegra na noite de quarta-feira, o importante é o Galo ter calma agora: “Todo mundo está chateado, mas só nos resta trabalhar mais, nos dedicar mais, um dar força para o outro”. Como chegou depois que as inscrições para o Estadual estavam encerradas, ele não poderá atuar no domingo. Mesmo assim, vai procurar ajudar no que puder. Uma dessas formas será incentivar os companheiros, especialmente quem for atuar na lateral-direita, provavelmente Marcos Rocha. “São nessas horas em que as coisas não dão certo que é preciso fazer prevalecer a força do grupo, que deve se fechar cada vez mais”, declarou o jogador, ao desembarcar no aeroporto de Confins, no início da tarde de ontem. Problemas Mas Élder Granja não é o único atleta que não estará à disposição de Leão para a difícil missão contra o Cruzeiro. Como defendeu o rival no Mineiro, o atacante Alessandro também não pode atuar. Já o zagueiro Werley, que recebeu o terceiro cartão amarelo, cumpre suspensão. Também estão suspensos o zagueiro Leandro Almeida e o volante Renan, mas por terem sido expulsos no primeiro jogo da decisão do Estadual. Por outro lado, é quase certo o aproveitamento do atacante Diego Tardelli na partida. O jogador teve de ser substituído logo no início da partida contra o Vitória devido a uma torção no tornozelo esquerdo, mas, ontem, ao chegar a Belo Horizonte, já estava bem melhor. Ele continua em tratamento intensivo e, se tudo der certo, participará do treino marcado para hoje pela manhã, na Cidade do Galo. Nessa atividade pode ser esclarecido como o treinador pretende escalar o alvinegro para a missão quase impossível do domingo. Além da já citada entrada de Marcos Rocha na direita da defesa, ele deve colocar Welton Felipe formando dupla de zaga com Marcos. No meio-campo, o mais provável é que Rafael Miranda entre no lugar de Renan, completando o setor com Márcio Araújo, Carlos Alberto e Lopes. Antes do jogo com o vitória, ele afirmou que pretendia manter a base da equipe. Com o novo fracasso, porém, pode ter mudado de ideia e fazer mudanças profundas. Goleiro argentino O Atlético deverá ter um goleiro argentino para o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana, além da sequência da Copa do Brasil, caso consiga a façanha de passar pelo Vitória. Mas, ao contrário do que se comentava no início do ano, não se trata de Caranta, hoje no Lanús, mas outro atleta do mesmo clube, Carlos Bossio. O presidente alvinegro, Alexandre Kalil, teria oferecido cerca de R$ 600 mil para tê-lo até o fim do ano. Aos 35 anos, com 1,94m de altura, o jogador começou no Belgrano, passou por Estudiantes, Benfica e Vitória de Setúbal e está no Lanús desde 2004. Ele defendeu a Seleção Argentina entre 1994 e 1996. Em 2007, esteve na mira do Grêmio, que acabou fechando com o também argentino Saja. Do país vizinho, o Galo pode ainda trazer um zagueiro, para cobrir um de seus setores carentes.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário