Ludymilla Sá - Estado de Minas
Motivação não falta ao Atlético. O alvinegro estreou com empate por 2 a 2 com o Avaí no Brasileiro e, na segunda rodada, sábado passado, derrotou o Grêmio, por 2 a 1, no Mineirão, ainda que no sufoco. Está entre os cinco primeiros, mas sabe que ainda é cedo para cantar de galo. Ate porque terá pela frente, domingo, uma verdadeira pedra no sapato. Vai pegar o Sport, em plena Ilha do Retiro, onde nunca venceu.
Das 17 partidas jogadas no Recife, o Galo empatou 10 e perdeu sete. Um tabu difícil de ser batido, segundo o volante Márcio Araújo. “O clima lá é totalmente diferente, não sei bem explicar. Eles conhecem os atalhos do campo, onde a bola vai, é como se estivessem jogando num campo como o do Mineirão, mas nosso treinador é experiente, já conversamos sobre isso. Sabemos que é difícil vencer, mas não impossível. O negócio é superar e acertar. O gramado da Ilha do Retiro, por si só, já é ruim, se chover será ainda pior.”
Por isso, um empate seria, na opinião do volante, um bom resultado. “O importante no futebol é vencer sempre. Mas, quando se joga fora, um empate é considerado bom, pois temos de somar pontos fora. Eles serão necessários lá na frente, e aproveitar ao máximo as partidas dentro de casa.”
Para o jogador, a vitória sobre o tricolor gaúcho, apontado como favorito para levar os títulos da Libertadores e do Brasileiro, tem de ser encarada como estímulo. Mas está longe de ter trazido tranquilidade para a Cidade do Galo. “No Atlético sempre há pressão, por ser um grande clube. O que podemos falar é que estamos trabalhando bem, houve uma troca de treinador e estamos nos adaptando a um novo trabalho. O Roth (Celso, técnico) ainda tem muita coisa para passar e com o tempo vamos acertar as coisas”, assegura.
PROBLEMA Não por acaso Márcio Araujo evita falar em serenidade. O técnico Celso Roth pode ganhar dois desfalques no Brasileiro. Os zagueiros Welton Felipe, um dos destaques diante do time gaúcho, e Marcos serão julgados hoje pela 2ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justica Desportiva (TJD) por incidentes ocorridos no clássico decisivo do Estadual contra o Cruzeiro. Os dois foram denunciados no artigo 253 (agressão ao adversário) e podem pegar uma suspensão de 120 a 540 dias.
Welton Felipe foi expulso depois da suposta agressão ao atacante Kléber. “Foi um lance de jogo normal, que acontece em clássicos. Não sou um jogador violento, nem covarde, muito menos indisciplinado. É o meu estilo de jogo, sempre na bola, firme”, justifica o defensor, confiante no departamento jurídico do clube. Já Marcos foi denunciado, depois de ter sido flagrado por imagens se estranhando com o atacante Wellington Paulista, que também será julgado.
O volante Renan também está na pauta do TJD por ter sido expulso contra a Raposa, incurso no artigo 254 (pratica de jogada violenta). A suspensão prevista é de duas a seis partidas, a ser cumprida no próximo Campeonato Mineiro. O ex-técnico atleticano Emerson Leão é outro em julgamento, por ter ofendido a assistente Katiuscia Mendonca (art.188, suspensão de 30 a 180 dias) e invadir o campo (art. 274, 120 a 720 dias de suspensão). Ontem a comissão de arbitragem da CBF confirmou o afastamento temporário do paulista Wilson Seneme, depois de analisar as imagens da marcação do pênalti que deu a vitória ao Atlético sobre o Grêmio.
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