Paulo Galvão - Estado de Minas
Depois do susto que passou – o avião que iria de São Paulo para Santa Catarina taxiou na pista e não decolou, devido a problemas em uma das turbinas, obrigando a troca de aeronave, com o consequente atraso do voo – o Atlético estreia no Campeonato Brasileiro hoje com a mesma base que fracassou no Campeonato Mineiro e na Copa do Brasil, mas com novidades que renovam o espírito. Às 18h30, pega o Avaí, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis, com novo esquema tático, o 3-5-2, e buscando somar pontos, de preferência repetindo 2003, quando também estreou no Nacional sob o comando de Celso Roth e fez 3 a 0 no Corinthians, no Pacaembu.
Aliás, o Atlético não perde em estreias na Série A desde 2002, quando sofreu 2 a 1 para o Corinthians, no Mineirão. Iniciando fora de casa, o último revés foi em 1999: goleada para o São Paulo por 5 a 1, no Morumbi. Para conquistar bom resultado diante de uma das equipes que vieram da Segunda Divisão, Celso Roth resolveu usar as laterais. Para dar liberdade a Élder Granja pela direita e a Júnior pela esquerda, deve escalar três zagueiros: Welton Felipe (expulso nos últimos dois jogos, mas liberado por se tratar de outra competição), Leandro Almeida e Werley.
“Quando optamos pelo 3-5-2 estamos privilegiando a qualidade técnica e a experiência do Júnior e do Élder Granja. Para isso, nos resguardamos com os três zagueiros, que assimilaram o que queremos, apesar do pouco tempo de trabalho”, justificou Roth, que usou o 4-4-2, quarta-feira, contra o Vitória. “Esse esquema a gente já sabe como funciona. Por isso, testamos o outro.”
Os jogadores se concentram para atender o treinador. No treino de ontem, Júnior, por exemplo, teve a atenção chamada por não se lançar ao ataque quando o time tinha a bola. “Estou fazendo o 3-5-2 para ti, para tu se mandar e jogar. Então, vai e joga”, gritou o treinador. Do lado direito, Élder Granja, também bastante orientado, se diz pronto para seguir as determinações. “É bom jogar como ala, pois ganho mais liberdade para atacar, uma das minhas melhores características. É preciso bastante atenção para jogar neste esquema, mas podemos nos adaptar bem.”
Os atleticanos foram unânimes em ressaltar a importância de começar bem o Brasileiro, ganhando “gordura” para queimar mais adiante, caso necessário. Disputando o Mineiro e a Copa do Brasil, o Galo chegou a engatar sequência invicta de 13 jogos, com 12 vitórias. No Brasileiro, é bem mais difícil, mas, para Élder Granja, não é impossível. “O time precisa saber jogar, usar a inteligência. Assim, poderemos alcançar nossos objetivos.”
No novo esquema de Celso Roth, o Galo terá apenas um volante, Renan, pois Márcio Araújo e Fabiano têm como prioridade armar as jogadas. Quem perdeu o lugar foi Rafael Miranda, mas não por preferência do treinador, e sim por determinação da diretoria, que está negociando o atleta, que deve ser trocar pelo armador Netinho, do Atlético-PR..
No treino de ontem, Roth enfrentou inusitado obstáculo: um ataque de formigas o obrigou a se despir em pleno gramado.
ADVERSÁRIO ANIMADO POR RETORNAR À ELITE
De volta à elite depois de 30 anos, o Avaí está motivado para a estreia. “O time se reforçou e temos um grupo de qualidade e unido. O Brasileiro é uma das competições mais difíceis e a experiência dos atletas que já participaram ajuda”, afirmou o atacante William, para quem os catarinenses precisam se impor. “O Atlético fez grande partida no meio de semana. Em casa, teremos de buscar nossos espaços.” Para que o Leão da Ilha no mínimo se mantenha na Série A, a diretoria continua contratando. Ontem, foi apresentado o volante Xaves, de 23 anos,ex-Paraná, Atlético e Ipatinga. Outros reforços são aguardados.
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