Paulo Galvão - Estado de Minas
Com uma campanha brilhante no Campeonato Brasileiro, do qual é vice-líder, com o segundo melhor ataque e uma das melhores defesas, o Atlético tem de se reinventar para continuar brigando nas primeiras colocações. O Galo vem sofrendo com a marcação dos adversários, que têm se postado de maneira a impedi-lo de usar sua principal arma ofensiva, a velocidade.
Sabendo disso, o técnico Celso Roth intensificou, nas últimas semanas, os treinos de algumas opções. Uma das principais foi a cobrança de faltas, que acabou surtindo efeito na vitória por 3 a 2 sobre o Coritiba, domingo, no Mineirão.
O primeiro gol foi de Jonílson, depois que Evandro cobrou infração na direita, aos 14min. Foi apenas a segunda vez no Brasileiro que o alvinegro chegou ao gol depois de cobrança de falta – a primeira, e até então única, havia sido nos 3 a 0 sobre o Náutico, também no estádio da Pampulha, em 14 de junho, quando Diego Tardelli fez o segundo gol, depois de cobrança de Júnior, também do lado direito. O Galo já marcou 31 vezes no Nacional.
O gol no domingo, obviamente, deixou Jonílson muito feliz. Afinal, não só foi o primeiro do volante com a camisa alvinegra, como também o primeiro na carreira com a cabeça. “Agora, pelas minhas contas, são 13 gols como profissional e 13, como diz o Zagallo, é o número da sorte”, disse o jogador, que fez 15 partidas desde que chegou ao Galo, em 11 de maio.
Até Diego Tardelli, artilheiro do Brasileiro, com nove gols, ao lado de Val Baiano, do Barueri, destaca a importância desse tipo de jogada. Ele reconhece que cabecear não é o seu ponto forte, mas tem procurado aprimorar o fundamento, incentivado por Celso Roth.
Contra o Coritiba, ele usou a cabeça para fazer o segundo gol da equipe, depois de cruzamento de Thiago Feltri. Mesmo que tenha vindo de uma jogada com a bola rolando, ele acha que já é reflexo do que tem feito nos treinamentos.
Como o Atlético só volta a jogar quarta-feira, quando pega o Palmeiras, no Mineirão – o clube foi absolvido ontem à noite no STJD pela invasão de um torcedor no gramado no jogo contra o Fluminense –, o treinador deverá aproveitar para insistir nas cobranças de falta e também em outras jogadas, na tentativa de surpreender os adversários. Uma das preocupações é com os erros de passe, que ocorreram nas últimas partidas e dificultaram muito as coisas para o Galo.
“As equipes têm jogado muito fechadas contra a gente e nós, no desejo de vencer logo a marcação para chegar ao gol, acabamos nos precipitando um pouco. Vamos procurar corrigir isso, tendo mais concentração na hora de fazer os passes”, argumentou Jonílson, que vê espaço para o crescimento do Atlético.
Depois da folga na segunda-feira e ontem, os jogadores se reapresentam hoje à tarde. Alguns jogadores, porém, dispensaram o descanso e estiveram na Cidade do Galo aprimorando a forma. Foi o caso do atacante Pedro Oldoni, apresentado segunda-feira da semana passada, mas que vem trabalhando no alvinegro desde 17 de julho.
Caso reúna condição física e técnica, ele poderá estrear contra o Palmeiras. Se isso ocorrer, terá a difícil missão de substituir Diego Tardelli, que se apresenta no fim de semana ao técnico Dunga para amistoso da Seleção Brasileira contra a Estônia, também marcado para quarta-feira, no país do Leste europeu.
Outro recém-contratado, Rentería, também está trabalhando. Porém, como vem de período de férias, deverá precisar de mais tempo para estar pronto para vestir a camisa do Galo.
NOVA PARCERIA Ontem, o Atlético anunciou ter fechado parceria com a Brahma. O clube dará detalhes sobre o acordo em evento a ser marcado, limitando-se a revelar que “não se trata de patrocínio master”. Segundo apurou o Estado de Minas, a fabricante de cerveja terá direito de explorar os clubes sociais atleticanos – Labareda e Vila Olímpica – em troca de publicidade.
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