terça-feira, 24 de março de 2009

Defender a ponta no Pontal (24/03)

Paulo Galvão - Estado de Minas

Depois de muita luta para alcançar a primeira posição do Campeonato Mineiro, conseguindo tirar diferença de sete pontos do Cruzeiro, o Atlético tenta se manter na ponta vencendo o Ituiutaba, amanhã, na Fazendinha. Para isso, aposta novamente em suas revelações, que têm correspondido, como o armador Chiquinho, autor do gol da vitória por 2 a 1 sobre o Villa Nova, domingo, no Mineirão.
Muitos pratas da casa foram lançados este ano pelo técnico Emerson Leão, como forma de suprir as carências do grupo pequeno. O lateral-direito Marcos Rocha, por exemplo, ganhou chance depois da contusão de Sheslon e só não esteve em campo na última rodada, suspenso com três cartões amarelos. Seu substituto foi o zagueiro Werley, outro constantemente usado pelo treinador. Já o armador Yuri e o atacante Kléber também já foram titulares e aguardam novas chances.
Justamente para continuar a merecer a confiança de Leão, Chiquinho mostra a felicidade por ter sido decisivo diante do Villa, mas mantém os pés no chão. “Foi uma emoção muito grande fazer um gol tão importante, que ajudou o Atlético a conseguir a vitória e chegar à liderança. Fico muito agradecido ao Leão por essa oportunidade, mas sei que tenho de mostrar trabalho para continuar a ter a confiança dele”, afirma o jogador, de 19 anos, que substituiu Éder Luís no segundo tempo.
No gol, ele contou com a sorte. Cobrou falta da direita e o zagueiro Leandro Amaro, ao tentar cortar, marcou contra, mas a autoria foi dada ao jovem atleticano, que reivindica mérito no lance. “A gente sempre treina essa cobrança e tive a sorte de a bola entrar. Graças a Deus, pude ajudar a equipe. Agora, vou continuar trabalhando para saírem mais gols”, diz Chiquinho, que chegou à base do Galo em 2005 e só foi incorporado aos profissionais por causa de contusões de alguns atletas.
É bom que Chiquinho se concentre mesmo no trabalho, pois Leão está atento. Uma de suas preocupações é segurar o ímpeto do armador, que, segundo o treinador, derrapa e até cai de tanta vontade de acertar. “Aos poucos, ele vai se acalmando e nós vamos dando condições a ele. Não vamos cobrar nada desses garotos que sobem com uma urgência muito grande. Vamos cobrar dos mais velhos”, avisa o técnico.
Paciência também é a palavra de ordem para outro jovem, Renan Oliveira, que, em fevereiro, voltou contundido da Seleção Brasileira Sub-20 e só agora ganha chances. O que ajuda a explicar por que não foi bem contra o Villa e deu o lugar no intervalo ao argentino Trípodi.
Segundo Leão, a intenção foi preservar a revelação atleticana do ano passado. “Ele foi substituído para não correr o risco de ser vaiado. Se errasse mais três passes, isso iria acontecer”, justifica o técnico, que tranquiliza o armador quanto a novas chances, inclusive amanhã.
Para a partida em Ituiutaba, o time não terá o zagueiro Welton Felipe e o atacante Diego Tardelli, suspensos pelo terceiro cartão amarelo. Os substitutos serão definidos no treino de hoje à tarde, no Parque do Sabiá, em Uberlândia, para onde a delegação viajou ontem à noite. Na atividade, também devem ser confirmadas as voltas de Marcos Rocha e do volante Renan, livres de suspensão.
INVENCIBILIDADE No Pontal do Triângulo, o Atlético defenderá o tabu de nunca ter perdido ponto para o Ituiutaba. Ganhou todas as quatro disputadas. Em 6 de fevereiro de 2005, na Fazendinha, fez 3 a 2, gols de Enrico, Rodrigo Fabri e Rubens Cardoso. Em 2006, no Mineirão, o placar foi de 3 a 0. Já em 2007, fez 2 a 0, novamente na Fazendinha. Ano passado, na Pampulha, ganhou por 2 a 0.

Nenhum comentário:

Postar um comentário