segunda-feira, 30 de março de 2009

Tardelli quer se tornar "realidade" no Brasil para voltar ao exterior 07h00 30/03/2009


Sob o olhar atento de Leão e na companhia da família, atacante do Atlético-MG, o "DT9", sonha com seleção ainda este ano.


Gustavo Andrade, do Pelé.Net BELO HORIZONTE - Sob marcação cerrada do técnico Leão, que já admitiu, em várias entrevistas, lhe dedicar atenção especial, o atacante Diego Tardelli, de 23 anos, precisou de pouco tempo e de muitos gols, para voltar a se destacar no cenário nacional. Artilheiro do Mineiro, com 11 gols, ele jura ter deixado no passado a fama de "baladeiro" e revela que mudou o seu comportamento especialmente em função de seu casamento e da sua filha Pietra, que em abril completará dois anos.

Tardelli se diz no momento mais feliz de sua vida e quer ficar na história do Galo
Em 14 jogos pelo Galo, na atual temporada, Diego Tardelli marcou 15 gols, o que significa média de 1,07 por partida. Os primeiros três meses da passagem do atacante pelo Atlético-MG são recheados de marcas. Em seis jogos, ele já havia alcançado o mesmo número de gols que fez em toda a sua passagem pelo Flamengo. Em dez partidas, foi a vez de Tardelli alcançar o artilheiro atleticano na última temporada, o meia-atacante Danilinho.
Tardelli briga pela condição de maior artilheiro do futebol brasileiro, entre os jogadores que atuam em clubes da Série A, com o também atacante Keirrison, do Palmeiras, autor de 16 gols na temporada. Tardelli define o seu momento como "o mais feliz de sua vida" e atribui parte da boa fase à parceria com o técnico Emerson Leão, com quem trabalha pela terceira vez na carreira. Atacante e treinador estiveram juntos no São Paulo, em 2005, e no São Caetano, em 2006. Sob o comando de Leão, no Tricolor, Tardelli garantiu a artilharia do Paulista.
"A gente tem sempre que ter uma pessoa ao lado para ajudar, quando não é o pai ou a mãe, tem a esposa. Quando você chega de um jogo nervoso, numa derrota, você chega em casa e tem sua filha para te fazer sorrir. Então, é por essas coisas que vale a pena ter uma pessoa ao lado", afirmou Diego Tardelli, em entrevista ao Pelé.Net.Contando com a confiança de Leão, que considera fundamental para explicar o seu bom momento profissional, Diego Tardelli admite que o treinador está sempre por perto, pronto para lhe dar conselhos. "Saio ali fora e ele procura saber o que está acontecendo", observou o atacante, contratado junto ao Flamengo, no início da temporada, em uma negociação que levou o Atlético-MG a desembolsar quase R$ 2 milhões por 50% dos seus direitos econômicos."Estou buscando faz tempo me tornar um ídolo de um clube grande e está sendo aqui no Atlético", disse Tardelli, que revelou o desejo de fazer história no Atlético-MG para voltar à Europa, onde esteve entre 2006 e 2007, defendendo Betis, da Espanha, e PSV, da Holanda. O atacante declara também que aguarda uma oportunidade na seleção brasileira, com Dunga até o fim de 2009, comemora a volta de Ronaldo aos gramados, com quem conviveu no Flamengo no ano passado, e avisa: agora, o Atlético conta com os gols do "DT9".Pelé.Net - Você previa um começo de temporada tão bom?Diego Tardelli - Não esperava, mas queria alcançar alguns objetivos, queria me firmar, me tornar uma realidade aqui no Brasil. Então, isso está acontecendo, a cada mês, a cada jogo, e a cada semana que passa, estou evoluindo mais. Isso é bom para mim, porque a mídia brasileira está em cima e está vendo tudo isso que está acontecendo.
Pelé.Net - Apesar de estar fora do eixo Rio-São Paulo, você acredita que está tendo visibilidade?Diego Tardelli - Acho que sim. O Atlético é um clube grande, é visto de outra forma também. O Atlético vem crescendo. As contratações, o Leão e os jogadores novos fazem que o Atlético seja visto de uma forma diferente. A mídia está focada em Rio e São Paulo, mas eu venho fazendo um bom trabalho e o Brasil todo está reconhecendo.Pelé.Net - Como tem sido sua adaptação e sua rotina em Belo Horizonte? Diego Tardelli - Está sendo boa, ao lado da família, minha filha e minha mulher. Está sendo bem legal o carinho, que estou recebendo de todo mundo, de torcedores, até mesmo alguns cruzeirenses vêm me elogiar bastante. Estou buscando faz tempo me tornar um ídolo de um clube grande e está sendo aqui no Atlético. Tenho mais quatro anos de contrato e não foi nem o primeiro ano ainda. Pelé.Net - Como tem sido o contato com a torcida do Atlético? Diego Tardelli - Da melhor maneira possível. Nunca fui tão feliz como estou sendo aqui com a torcida do Atlético. Estou fazendo por onde, não é porque joguei no São Paulo e no Flamengo, ganhei títulos, que eles estão sendo assim comigo. É porque estou me dedicando e eles estão vendo.
Pelé.Net - Qual a parcela de contribuição do técnico do Atlético-MG, Emerson Leão, para o seu bom momento?Diego Tardelli - Acho que a confiança que ele passa é o mais importante, é a terceira vez que a gente vem trabalhando junto. A convivência e a intimidade que um tem com o outro é que torna diferente esse trabalho. Ele sempre vem cobrando, a cada dia vem querendo que eu faça mais coisas diferentes e é assim que ele gosta.Pelé.Net - O Leão usa essa intimidade para lhe dar conselhos fora dos campos? Diego Tardelli - Com certeza. Saio ali fora e ele procura saber o que está acontecendo. Ele tem muito esse lado de se preocupar com os jogadores fora de campo. Pelé.Net - A fama no início de carreira de "baladeiro" o incomoda? Diego Tardelli - Já até falei que não tocava mais nesse assunto, porque tenho que viver o momento que estou passando. Aquilo era um momento que já passou e faz parte do meu passado. Serviu de lição, aprendi, e são coisas que já foram.Pelé.Net - Como você analisa a briga pela artilharia em termos nacionais, entre jogadores que atuam em clubes da Série A do Brasileiro?Diego Tardelli - A briga está boa. Tem Keirrison, tem Ronaldo, Kléber Pereira, Nilmar. São jogadores diferenciados, que estão sempre brigando pela artilharia. E agora tem também o DT9, que está na área.Pelé.Net - A briga pela artilharia entre os times que disputam a Série A pode abrir espaço para uma convocação para a seleção brasileira? Quem joga no exterior tem mais chances de ser lembrado? Diego Tardelli - O Dunga está olhando o pessoal aqui do Brasil, dando oportunidade para bastante gente aqui. Este é o ano que está dando tudo certo para mim, estou feliz, confiante. Em 2005, quando eu estava no meu melhor momento eu brigava para ir para a seleção sub20, e, hoje, brigo pela seleção principal. Até o fim do ano, espero ser lembrado e fazer uma boa temporada.Pelé.Net - Como você viu a volta do atacante Ronaldo aos gramados? Diego Tardelli - Acho que sou um dos que mais fiquei feliz. Quando cheguei ao Flamengo, eu falei que meu sonho era jogar ao lado do Ronaldo, naquela época, ele estava lá. Hoje, com a importância dele, para o futebol brasileiro é muito bom. Espero um dia poder estar ao lado dele, jogar com ele. É um ídolo que tenho e torço muito pela volta dele.Pelé.Net - Com duas passagens pelo exterior, por PSV e Betis, você espera voltar um dia ao futebol europeu? Diego Tardelli - Espero voltar, mas não tão cedo. Espero me valorizar, me tornar o Diego Tardelli, jogador do Brasil que saiu valorizado. Quero me valorizar e depois pensar em sair, ajudar minha família, que é o sonho de todo mundo. Considero que foram boas as experiências no PSV e Betis, serviram como amadurecimento. Saindo de novo, tenho certeza que vou me dar bem em termos de adaptação, porque eu já sei o que se passa por lá.

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