sexta-feira, 26 de junho de 2009

Clássico de 'uma torcida só' repercute entre rivais (26/06)

Rodrigo Fonseca - Portal Uai

O termo de ajustamento de conduta (TAC), assinado pelos clubes no Ministério Público, determinando que a partir de agora os clássicos entre Atlético e Cruzeiro estarão restritos quase que a uma só torcida, tem dividido opiniões. Entre os jogadores e técnicos não foi diferente.

Adílson Batista, treinador do Cruzeiro, foi direto ao se manifestar contrário: “Estamos no século 21 e acho que devíamos melhorar e dar um pouco mais de educação para o povo, investir em educação. Aí teríamos os dois (torcedores) divididos, sem problema nenhum. O estádio dá segurança, o Mineirão é um lugar seguro. Agora, se eles entenderam que é melhor assim, a gente tem que acatar, respeitar, mas eu gostaria que os clássicos fossem divididos, que todo mundo acompanhasse em paz. É um direito do cidadão ir lá e acompanhar seu time”.

O volante Márcio Araújo, do Atlético, segue a mesma linha de raciocínio: “Creio que a preocupação tem que ser muito maior, além de evitar que as torcidas se encontrem. A preocupação vai além disto. Se as torcidas organizadas se encontraram na rua, vai ser ma mesma coisa. Espero que a preocupação vá além disso. Uma vida vale muito mais que um clube”.

Já o atacante atleticano Diego Tardelli admite a perda do charme do clássico, mas acredita que a medida deixará o estádio mais seguro para o torcedor: “A segurança no estádio vai melhorar. Tirando este lado, o charme do clássico diminui. Não terá mais as duas torcidas gritando. O espetáculo vai perder um pouco. É pelo bem da segurança, então vale a pena. Cada turno vai ter uma torcida. Então, não fará diferença”.

A partir de agora, o clube mandante dos clássico terá direito a 90% da carga de ingressos. Os 10% restantes ficam com a outra torcida. No confronto do próximo dia 12, pelo Brasileirão, os torcedores do Cruzeiro, mandante do jogo, serão a maioria. A situação se inverte no clássico do dia 10 de outubro, quando o Atlético será o mandante.

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