
Chico Vilela - Portal Uai Rodrigo Fonseca - Portal Uai
Para o técnico, dificilmente um clube se mantém no topo durante todo o campeonato de pontos corridos. O segredo é a recuperação
Primeiro colocado do Campeonato Brasileiro, com 17 pontos. Único invicto. Um aproveitamento de 80,95%. Dono do melhor ataque (17 gols) e do melhor saldo (10). Esse é o resumo do Atlético nas sete primeiras rodadas da competição. A excelente campanha, surpreendente para muitos, dificilmente será mantida durante todo o campeonato. Quem alerta é o próprio técnico do time, Celso Roth. Para ele, é importante o Galo estar preparado para o revés e, assim, em condições de lutar pela recuperação.
“A derrota é um mal que acontece. Ninguém a quer, mas ela acontece. Estamos num jogo. É bom que se diga isso ao torcedor do Atlético”, disse Roth.
“O campeonato apenas se iniciou, e ainda temos um caminho longo. O discurso dos jogadores e o meu discurso são parecidos. Não quero ter a capacidade de controlar a cabeça dos jogadores. Eles sabem das dificuldades do campeonato. Estamos tendo uma curva no gráfico totalmente acima daquilo que todo mundo esperava. Daqui a pouco, vamos dar uma descida”, avisou o treinador.
Para Celso Roth, o histórico dos pontos corridos mostra certa instabilidade das equipes, mesmo as que disputam as primeiras colocações: “Estamos no sétimo ano dos pontos corridos. Sabemos que um time inicia bem, depois dá uma caída e depois recupera. Isso vai acontecer com a gente. Não somos diferentes das outras equipes. Temos que manter a cabeça no lugar”.
Para adiar o máximo o fim da invencibilidade da equipe, Celso Roth trabalha o Atlético jogo a jogo: “Teremos o jogo contra o Barueri (sábado que vem) e depois serão três jogos em casa. Para nós, esses jogos em casa não nos interessam. Interessa apenas o Barueri. Cada jogo é uma decisão. Será sempre assim. Não adianta fazer projeção. Todo jogo será diferente, com sua dificuldade específica”.
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