Paulo Galvão - Estado de Minas
O script estava preparado para mais uma tarde de festa no Mineirão, principalmente depois da goleada sobre o Cruzeiro por 4 a 0, na preliminar, pela Taça BH de Juniores. Mas o Atlético não representou bem seu papel e decepcionou os mais de 50 mil "convidados", ao perder por 1 a 0 do Goiás, ontem à tarde. Com o resultado, teve quebrada a invencibilidade em casa no Campeonato Brasileiro, do qual continua líder, mas com a vantagem em relação ao segundo colocado, o Palmeiras, reduzida a um gol de saldo, pois, na pontuação, foi alcançado pelo alviverde.
Agora, o Galo parte para buscar a reabilitação fora de casa, onde tem se dado bem, à exceção da derrota para o Barueri. Quinta-feira, pegará o Flamengo, um de seus maiores rivais, no Maracanã. O próximo jogo na Pampulha será contra o Coritiba, domingo, quando tentará mostrar aos torcedores que o tropeço de ontem foi apenas acidente de percurso.
Com ótima campanha na competição, o técnico alvinegro, Celso Roth, apostou na manutenção da equipe que venceu o Fluminense, quinta-feira, no mesmo Mineirão. Mas o Goiás se mostrou preocupado em não deixar o adversário jogar e marcou bem no meio-campo, dificultando a chegada da bola aos atacantes Éder Luís e Diego Tardelli.
O Atlético começou dando a impressão de que não daria chances aos goianos. Logo no primeiro minuto, Serginho se livrou da marcação e chutou da entrada da área, mas Harlei, com a ponta dos dedos, desviou pela linha de fundo, impedindo o primeiro gol. Quatro minutos depois, Éder Luís aproveitou saída de bola equivocada do Goiás e chutou de dentro da área. A bola bateu em Leandro Euzébio e saiu rente à trave, assustando o goleiro. O time do Centro-Oeste conseguiu chegar pela primeira vez aos 7min. Leo Lima lançou a bola a Felipe Menezes, que chutou cruzado, para fora.
Com os times pouco inspirados, o jogo perdeu emoção, começando a frustrar a grande massa atleticana no estádio. Enquanto os donos da casa insistiam em afunilar as jogadas, os visitantes tentavam explorar os contra-ataques, mas sem eficiência.
Assim, o Galo só voltou a ameaçar aos 27min. Em cobrança de escanteio, Werley cabeceou por cima. No minuto seguinte, Diego Tardelli passou pelo marcador e chutou de fora da área, mas a bola desviou na zaga e saiu pela linha de fundo. Aos 32min, o grito de gol esteve perto de ser liberado pela torcida. Diego Tardelli lançou Éder Luís, que cortou o marcador dentro da área e bateu colocado, à esquerda de Harlei.
APOIO DA MASSA Sentindo que o time estava com dificuldades em criar as jogadas que vinham funcionando nos jogos anteriores, a massa chamou para si a responsabilidade e incentivou bastante o Atlético no início do segundo tempo. Mas, se mostrava vontade, o time continuava a cometer pecados, como errar passes em demasia e precipitação nas conclusões.
O Goiás, por sua vez, buscava impedir que o adversário acelerasse as jogadas. Para tanto, várias vezes demorava a cobrar faltas e até laterais, irritando os jogadores adversários e a torcida.
Mais na base do abafa, o Galo até criava lá suas chances. Como aos 26min, quando Harlei não cortou cruzamento de Thiago Feltri, mas Diego Tardelli, na pequena área, se assustou com a bola, que bateu no atacante e saiu.
Sentindo-se cada vez mais à vontade em campo, pois começava a encontrar perigosos espaços pelas laterais, os goianos acabaram chegando ao gol aos 36min. Júlio César cruzou da esquerda e o experiente Iarley, na disputa do lance com Welton Felipe, desviou a bola com a perna direita, acertando o canto inferior direito de Aranha, que nada pôde fazer.
A partir daí, no grito da massa e com o coração, o Atlético se lançou ainda mais ao ataque, ainda que de forma atabalhoada. Já o Goiás se fechou e passou a rechaçar as investidas adversárias da forma que fosse possível, garantindo os preciosos três pontos, diante do líder do campeonato e de sua apaixonada gente.
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