sábado, 25 de julho de 2009

Time e torcida, a alquimia perfeita (25/07)

Animados com a campanha alvinegra, torcedores fizeram fila nessa sexta visando comprar ingressos para o jogo contra o Goiás

A cada jogo do Galo no Mineirão, cresce o público na arquibancada, o que, além de dar maior motivação aos jogadores, aumenta a receita e ajuda o clube a custear as despesas


A excelente campanha do Atlético no Campeonato Brasileiro, do qual é líder isolado, com três pontos de vantagem sobre o segundo colocado, tem levado os torcedores ao delírio e também ao estádio. Quanto mais a equipe tem bom aproveitamento em campo, maior o número de pagantes nas dependências do Mineirão. Como consequência, as rendas estão maiores, possibilitando ao clube respirar um pouco, ainda mais por ser o único da Série A que não estampe patrocínio em suas camisas. A alquimia – termo usado pelo técnico Celso Roth – entre jogadores e torcedores tem dado muito certo e o Galo conquistou três vitórias nos últimos três jogos em casa. Inclui-se aí o clássico com o Cruzeiro, em 12 de julho, cujo mando era do adversário. Em outros quatro jogos no estádio da Pampulha, foram duas vitórias e dois empates. Depois de perder o título estadual para o maior rival e ser eliminado pelo Vitória nas oitavas de final da Copa do Brasil, o Atlético iniciou o Brasileiro sob desconfiança do torcedor. Mesmo assim, no primeiro jogo em casa, em 16 de maio (antes empatara com o Avaí, fora), venceu o Grêmio por 2 a 1 diante de 17.263 pagantes. Como, em seguida, passou pelo Sport por 3 a 2, no Recife, teve acréscimo de cerca de 30% no público presente no empate sem gols com o Santo André, em 30 de maio. Mas bastou golear o Atlético-PR por 4 a 0, em Curitiba, e chegar à segunda colocação para que 40.820 atleticanos pagassem para ver o time fazer 3 a 0 no Náutico, em 14 de junho, e assumir pela primeira vez a liderança. Na sequência, o Galo saiu para dois jogos longe de seus domínios, tendo retornado com vitória sobre o Santos e derrota para o Barueri. Em 5 de julho, com quase 49 mil pessoas no Mineirão, o time deixou escapar a ponta da tabela ao ficar no 1 a 1 com o Botafogo. Mas o primeiro lugar foi retomado com a vitória no clássico e vem sendo mantida com o apoio da massa. Nos 2 a 0 sobre o São Paulo foram 54.184 pagantes. E mais 1,5 mil nos suados 2 a 1 sobre o Fluminense, na noite de quinta-feira. Ao todo, foram 240.361 pagantes nos seis jogos em que o Galo foi mandante, que o coloca com a melhor média de público do Brasileiro, com 40.060 torcedores por jogo. Já o total arrecadado chegou a R$ 3.426.799, valores que têm sido importantes para o clube se manter. “Só temos que agradecer aos torcedores, porque estão viabilizando o Atlético com o seu comparecimento. A renda que eles geram é muito importante para nós. São eles que estão sustentando o trabalho sério que vimos realizando”, afirmou o presidente Alexandre Kalil. Despesas enormes Do total arrecadado, porém, o Atlético fica com pouco mais de 60%. No jogo com o São Paulo, por exemplo, entraram nos cofres do clube R$ 469.110,51 do montante de R$ 756.068. O restante vai para custear despesas dos chamado quadro móvel, do aluguel do estádio, pagamento de taxas, impostos e custeio. Além disso, 15% das rendas são destinados ao pagamento de dívidas trabalhistas, conforme acordo com o TRT. “Isso também tem de ser considerado, é dívida que estamos pagando, faz parte do nosso trabalho sanear o Atlético. O importante é que estamos arrecadando R$ 1 milhão por semana com dois jogos em casa. São valores comparáveis aos maiores patrocínios do Brasil”, argumentou o dirigente atleticano. Ele destaca que é importante o time manter a boa campanha, não só para lutar pelo sonhado título, mas também pelo lado financeiro. “A torcida vem porque o time está bem. Se estivesse lutando para não cair, não adiantava nem pedir que não viria.”

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