Paulo Galvão - Estado de Minas
Emoção à flor da pele, muito afinco em cada jogada, alguns lances de boa técnica, gols, bola na trave, defesas espetaculares dos goleiros, pênalti não convertido. Ingredientes que fazem um grande jogo de futebol e que estiveram presentes no empate por 1 a 1 entre Atlético e Palmeiras, ontem à noite, no Mineirão. Com o resultado, o time paulista manteve a liderança do Campeonato Brasileiro, com 36 pontos, quatro a mais que os mineiros, que têm uma partida a menos e reassumiram a vice-liderança, superando o Goiás.
Agora, os palmeirenses recebem o Botafogo, sábado. Já os atleticanos vão a São Paulo encarar o Corinthians e, a exemplo do que ocorreu ontem, terão muitos desfalques. O zagueiro Welton Felipe e os volantes Serginho e Jonílson receberam o terceiro cartão amarelo ontem e cumprem suspensão. Já o volante Carlos Alberto, titular da lateral direita, e o reserva da esquerda, Wellington Saci, não podem, por contrato, enfrentar o Timão, que os emprestou ao Galo. Para completar, o goleiro Aranha, o volante Márcio Araújo e o armador Evandro continuam fora tratando contusões.
A expectativa da torcida, porém, é de que, com a volta do artilheiro Diego Tardelli, o time ganhe força ofensiva, da qual se ressentiu ontem. Ele retorna da Seleção Brasileira e é aguardado até amanhã na Cidade do Galo. Se houve desfalques, não faltou vibração no jogo de ontem. Mesmo sem muita técnica e com muita disputa de corpo a corpo, os dois times jogaram para a frente e buscaram a vitória durante todo o tempo.
O Atlético saiu na frente logo aos 5min. Marcão errou ao tentar o domínio e Renan Oliveira tocou para Éder Luís, da entrada da área, mandar um balaço, contando com colaboração de Marcos para abrir o placar e fazer a alegria tomar conta das cadeiras do Mineirão.
O gol deveria ter dado a tranquilidade que o Galo queria. Mas, ao contrário de seguir o embalo da torcida e tocar a bola, o alvinegro se complicou, falhando principalmente na hora de segurar a bola no ataque, o que acabou sobrecarregando a defesa. O que não faltou foi vontade por parte dos atleticanos, que disputavam cada lance como se fosse o último. Assim conseguiu evitar o empate aos 20min, quando os jogadores literalmente se jogaram na frente da bola para interceptar duas finalizações palmeirenses dentro da área.
Quem também pouco parou foram os treinadores. Tanto o anfitrião, Celso Roth, quanto o visitante, Muricy Ramalho, gesticularam, esbravejaram, aplaudiram, instruíram e cobraram seus comandados. Se o alvinegro mostrava-se feliz com o resultado, mas preocupado com a marcação, aos 34min foi a vez de o comandante alviverde comemorar, pois sua equipe empatou. Depois de invadir a área pela esquerda e limpar Welton Felipe, Diego Souza cruzou pelo alto e Ortigoza, na direita, quase sem ângulo, tocou de cabeça.
Logo com 1min do segundo tempo o árbitro Djalma Beltrami desagradou aos atleticanos ao marcar erroneamente recuo de bola de Renan para Bruno. Na sequência, os jogadores se desentenderam e discutiram, mostrando que o segundo tempo seria quente. E realmente foi. Depois de o estreante Bruno salvar duas vezes, pegando chutes à queima-roupa de Diego Souza e Cleiton Xavier, o Galo respondeu e poderia ter garantido a vitória depois que Thiago Feltri foi derrubado por Wendell na área, aos 13min. Porém, Marcos pegou o pênalti cobrado por Renan Oliveira.
O lance esfriou a torcida atleticana, que se mostrou impaciente com alguns jogadores. Mas não o time, que foi para cima em busca da vitória, o que tornou o jogo bem mais aberto e emocionante, com chances de ambos os lados, mas sem que nenhum deles conseguisse voltar a marcar.
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