Paulo Galvão - Estado de Minas
Para se dar bem no futebol atual, cada vez mais competitivo, o jogador precisa não só de talento, mas também de força física. Afinal, muitas vezes alguém bom de bola acaba anulado por outro de menor potencial, porém mais bem condicionado fisicamente ou simplesmente mais forte.
Pensando nisso, a comissão técnica do Atlético decidiu dar atenção especial a alguns atletas. A ideia é fazê-los ganhar massa muscular, por meio de dieta, suplementação alimentar e exercícios específicos de condicionamento. Entre eles, estão revelações como o armador Renan Oliveira e promessas como o atacante Kléber e o armador e atacante Carlos Júnior.
“No Brasil, os jogadores costumam chegar franzinos ao time profissional, às vezes até com problemas de nutrição, por conta das carências de alimentação na infância, muitas vezes pobre. Por isso, têm dificuldades para suportar o ritmo de trabalho e até mesmo o contato e as divididas típicas do futebol. Por isso, estamos trabalhando para encorpar alguns deles”, afirma o preparador físico Fernando Leão, para quem, dessa forma, os atletas terão mais condições de jogar tudo o que sabem.
Ele explica que cada um dos que estão sendo preparados tem uma garrafinha específica, com a suplementação, a ser ingerida depois de cada treino. Além disso, fazem exercícios específicos de musculação durante a semana. “Também ficamos de olho na alimentação, que, por si só, pode garantir o crescimento”, afirma Fernando Leão, citando o exemplo de Carlos Júnior, que já engordou cinco quilos desde que chegou ao Galo, em janeiro, para período de testes.
Ele ainda pode ganhar mais massa muscular, na avaliação da comissão técnica. Segundo os dados de sua ficha, pesa 71kg, distribuídos em 1,80m de altura. Só para comparação, o atacante Éder Luís é 11 centímetros mais baixo e apenas um quilo mais leve.
O acompanhamento da alimentação dos jogadores também permite à comissão técnica monitorar se o ganho de peso está sendo da forma adequada, evitando o acúmulo de gordura. Também possibilita prevenir possíveis lesões decorrentes do ganho de massa muscular. “Todo mês há o controle individual, pois procuramos respeitar as características de cada um. O ganho de massa tem de respeitar o desenvolvimento fisiológico do jogador”, informa o preparador.
Kléber, um dos que precisam encorpar, de acordo com avaliação do próprio técnico Emerson Leão, teve o trabalho especial interrompido semana passada, por causa de amigdalite. Com isso, perdeu três quilos, além de ter ficado fora dos planos para a partida contra o Guarani, em Divinópolis, depois de dois jogos como titular. Já recuperou dois quilos, mas sabe ainda estar longe do peso ideal. “Estou tomando a suplementação alimentar e reforçando a alimentação. Não é nada para ficar ‘bombado’, mas sim para suportar melhor o desgaste das partidas”, afirma o atacante, de 18 anos, que mede 1,87m e pesa 79kg.
Regime
Se existe a preocupação de encorpar os mais jovens, há igualmente a de reduzir o peso de outros. O armador Lopes, por exemplo, precisou de plano especial para emagrecer, quando chegou, pois não jogava havia três meses. O problema é que, quando estava próximo do ideal, sofreu contusão muscular. Já voltou a treinar com o grupo, mas continua a fazer recondicionamento e não deve voltar ao time contra o Villa Nova, domingo, no Mineirão, pela 10ª rodada do Campeonato Mineiro.
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