Ludymilla Sá - Estado de Minas
O clássico mais antigo de Minas teria todos os ingredientes para ser um grande jogo. A massa atleticana lotou o Mineirão e apoiou o Atlético desde o início da partida contra o Villa Nova, ontem, pela penúltima rodada da fase classificatória do Campeonato Mineiro. Mas faltou o principal: o velho e bom futebol. Os atleticanos, porém, foram recompensados pela fidelidade e paixão históricas, com uma vitória suada por 2 a 1 e a liderança do Estadual, com um ponto de vantagem sobre o arquirrival Cruzeiro, que empatou com o Rio Branco, em Andradas. Já o Leão do Bonfim continua estacionado na 10ª posição e vai decidir sua permanência na Primeira Divisão quarta-feira, contra o Social, em Nova Lima.
Com um meio-campo compacto, o Villa apostou nos contra-ataques para tentar surpreender o Atlético e, na pior das hipóteses, sustentar o empate. Até dificultou o trabalho do Galo no primeiro tempo. Como não tinha muita referência pelo lado direito (o zagueiro Werley jogou improvisado e teve dificuldades), o alvinegro insistiu em jogar pelo setor e foi facilmente desarmado. Errou passes excessivamente e teve dificuldades para decidir os lances. Muitas vezes, deixou a defesa desamparada. Sorte que Welton Felipe estava em dia inspirado. Mais cuidadoso, o jogador foi fundamental na partida.
Numa das muitas chances desperdiçadas pelo Atlético, Carlos Alberto, mesmo sentindo dor na coxa direita, conseguiu lançar a bola para Diego Tardelli, que caía pelo lado esquerdo. O goleiro chegou antes no lance e espalmou. Em nova tentativa, Leandro Almeida cabeceou uma cobrança de escanteio na trave. O time de Nova Lima também teve uma oportunidade na primeira etapa, quando Júnior Carioca cometeu falta em Wander próximo à área. Rodrigão, porém, cobrou rasteiro, sem perigo para o goleiro Juninho. Pouco depois, o Galo perdeu uma bola no meio-campo. Wander, outra vez, entrou livre na área e, como um enxame, a defesa atleticana correu para desarmá-lo. O jogador tentou toque para Rômulo e Welton Felipe travou a jogada, para alívio nas arquibancadas. A torcida, então, perdeu a paciência: “Eu quero é raça do time todo!”
GOLAÇO Mesmo sem querer, o lateral-esquerdo Júnior atendeu e marcou um golaço. E não poderia ter sido de outra forma, pela construção da jogada. O jogador saiu do lado esquerdo, movimentou-se por todo o campo e tentou cruzar da direita por cobertura. Para a alegria atleticana, a bola entrou. “Felizmente consegui marcar, mas, sinceramente, tentei cruzar”, admitiu o jogador. No último lance do primeiro tempo, Éder Luís passou a bola para Werley, que chegava pela ala direita. O jogador fez lançamento longo para Tardelli na área. Mas a zaga do Villa se antecipou.
O Galo continuou errando e desperdiçando chances no segundo tempo. E acabou sofrendo empate. O volante Éverton aproveitou falha do zagueiro Welton Felipe na reposição de bola e tocou na saída de Juninho. O alvinegro quase levou a virada, num chute forte do Villa de fora da área, que tirou tinta na trave esquerda do gol de Juninho. A etapa, porém, foi marcada por um lance polêmico da arbitragem. Tardelli sofreu pênalti claro, mas o árbitro desconsiderou e ainda deu cartão amarelo para o artilheiro, que terá de cumprir suspensão diante do Ituiutaba, quarta-feira, às 21h50, no Estádio da Fazendinha, no Pontal do Triângulo. Para compensar, em outro golpe de sorte, Chiquinho, que entrou no lugar de Éder Luís, cobrou falta, a bola desviou no zagueiro Leandro Amaro e entrou para garantir a vitória atleticana.
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