quarta-feira, 17 de junho de 2009

Ataques da pesada (17/06)

Ludymilla Sá - Estado de Minas

A liderança no Campeonato Brasileiro trouxe para o Atlético a tranquilidade necessária para trabalhar. Sobretudo agora que terá pela frente um adversário difícil, fora de casa, situação diferente da vivida nas rodadas anteriores. Domingo, vai enfrentar o Santos, às 18h30, na Vila Belmiro. O jogo será o duelo entre os dois melhores ataques da competição. Galo e Peixe já balançaram as redes rivais 14 vezes em seis partidas e têm média de 2,33 gols.
O alvinegro mineiro, porém, levou menos que o praiano, tendo vantagem no saldo: 9 a 3. Apegados ao bom aproveitamento longe de casa, os atleticanos esperam manter a média, apesar das dificuldades de jogar na Vila Belmiro.
“A Vila é um campo rápido, muito parecido com a Arena da Baixada (estádio do Atlético-PR), mas tem uma grama mais rala. Talvez esteja aí a explicação para a eficiência do Santos, que, além disso, tem um dos goleadores do campeonato, que é o Kléber Pereira, um jogador de muita qualidade”, ressalta o técnico Celso Roth.
O confronto terá uma disputa particular entre Éder Luís e o santista. Artilheiros dos times, os dois marcaram quatro gols em seis jogos. O goleador do Galo fez dois na vitória por 3 a 2 sobre o Sport e outros dois na goleada por 4 a 0 sobre o xará paranaense. Já o do Peixe marcou uma vez no empate por três gols com o Goiás e na mesma igualdade com o Santo André. Fez ainda dois gols no triunfo por 4 a 1 sobre o Fluminense. O atleticano, no entanto, evita falar em conquista pessoal: “Temos de esquecer isso e pensar diferente. Estamos vivendo um bom momento, sem individualidade. É hora de pensar na equipe”.
Para Éder Luís, o privilégio da liderança pode ser provisório se o Atlético não tiver consciência do que ela significa. Até porque, a vantagem sobre o Internacional é pequena, também somente no saldo de gols (9 a 5). “Não só porque somos líderes, mas quando se vem de vitória, é sempre tranquilo começar uma semana de trabalho. Se for observar o tanto que estamos trabalhando, é justa e merecida a posição. Mas não podemos nos deixar levar, porque agora somos alvo dos adversários. Temos sim de trabalhar o dobro”.
Além do trabalho exaustivo, o sucesso do Atlético se deve muito ao esquema tático de Celso Roth, na opinião do artilheiro. “Na frente, estamos privilegiados, pois o Márcio Araújo e o Júnior estão chegando muito bem e nos dando mais opções para criar”.
O problema é que o Galo não contará com um dos jogadores fundamentais no esquema: o lateral-esquerdo Júnior, improvisado no meio-campo desde a vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio. Tchô, Renan Oliveira e Evandro são as opções para o lugar do veterano, suspenso pelo terceiro cartão amarelo.
O armador Chiquinho tende a jogar improvisado no lugar do lateral-esquerdo Thiago Feltri, que cumprirá suspensão por ter sido expulso diante do Náutico. “Ele tem muita qualidade física e técnica. Mas o problema é que jogou na base apenas no meio. Só agora vem sendo escalado para trabalhar na lateral”, afirma Celso Roth.
O treinador pode ainda improvisar o lateral-direito Marcos Rocha. Se optar por formação mais defensiva, já que joga fora de casa, também pode dar chance ao zagueiro Thiago, dos juniores. Segundo o treinador, o defensor é “uma grata surpresa”.
ACERTO AMIGÁVEL Depois de uma semana de discussão, o goleiro Juninho rescindiu amigavelmente o contrato com o clube e deixa o Galo sem ressentimentos. O compromisso terminaria em dezembro de 2011. Em contrapartida, o goleiro Renan Ribeiro, de 19 anos, no alvinegro desde 2005, foi promovido ao profissional. O jogador foi revelado pelo Botafogo-SP e tem várias convocações para as divisões de base da Seleção Brasileira.

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