quinta-feira, 4 de junho de 2009

No lugar certo (04/06)

Paulo Galvão - Estado de Minas

O técnico Celso Roth se mostrou preocupado, semana passada, com o desempenho defensivo do Atlético, que nas três primeiras partidas do Campeonato Brasileiro sofreu cinco gols. O alerta funcionou e diante do Santo André, se não conseguiu vencer como esperado, o alvinegro ao menos não sofreu gol, mantendo a invencibilidade na competição.
A expectativa é de que a equipe dê sequência e não seja vazada contra o Atlético-PR, domingo, na Arena da Baixada, em Curitiba, mesmo sem contar com a zaga titular. Isso porque Leandro Almeida, que deixou o treino de terça-feira reclamando de contusão, teve diagnosticado estiramento grau 1 no músculo adutor da coxa direita e precisará de 15 a 20 dias para se recuperar.
No treino de ontem, Celso Roth optou por escalar o jovem Werley, de 20 anos, ao lado de Welton Felipe, de 22. Outra opção seria o experiente Marcos, de 33, mas ele acabou de voltar a treinar com o grupo, depois de se recuperar de contusão semelhante à de Leandro Almeida e em busca da melhor forma.
Ainda aguardando a confirmação se vai ou não jogar, Werley garante estar pronto para encarar o Furacão. “O Atlético tem muitos jogadores de qualidade, mas meu objetivo é ganhar a confiança do treinador. Se estou no grupo é porque mereço e, caso escalado, vou procurar entrar e ajudar a equipe a conquistar a vitória, que é o resultado que nos interessa”, declarou o zagueiro.
Formado nas categorias de base do Galo, ele estreou em partidas oficiais com a camisa alvinegra diante do Cruzeiro, em 15 de fevereiro, pela primeira fase do Campeonato Mineiro, quando substituiu Marcos Rocha. A primeira partida como titular ocorreu seis dias depois, na vitória sobre o Rio Branco, também pelo Estadual.
Curiosamente, essa foi a única oportunidade em que começou jogando em sua posição de origem. Nas outras, o então técnico Emerson Leão preferiu escalá-lo como lateral-direito, posição na qual se saiu relativamente bem.
Agora, espera usar a experiência adquirida com a improvisação para fazer um bom papel em sua posição de origem. “Sei da responsabilidade de ser escalado no lugar do nosso capitão, mas estou pronto:, disse Werley, estabelecendo diferenças entre seu futebol e o de Leandro Almeida: “Ele é mais técnico, eu sou mais de força. Mas isso não influencia, o importante é entrar e ir bem”.
Se a entrada de Werley deve ser confirmada, até pela contusão do titular, Celso Roth pode fazer mistério sobre outras mudanças. Na segunda parte do treino de ontem, por exemplo, ele pôs o armador Evandro no lugar do lateral-esquerdo Thiago Feltri, recuando Júnior para sua posição de origem. Mais para o final, Kléber entrou no ataque no lugar de Éder Luís, que na terça-feira havia sido poupado por conta de pancada no joelho e cansaço muscular.
Além de Leandro Almeida, outro desfalque certo no domingo é o do atacante Júlio César, que não pode enfrentar o clube que o emprestou ao Galo, por força de contrato. O mesmo vale para o volante Rafael Miranda, emprestado pelo alvinegro ao xará paranaense.
As dúvidas quanto à escalação do Atlético poderão crescer a partir de agora, pois o presidente Alexandre Kalil determinou que não sejam mais divulgadas listas de jogadores concentrados ou dos relacionados para viagens. Segundo ele, a divulgação em nada beneficiava o alvinegro, sendo que o contrário poderá ocorrer.
PROPOSTA RECUSADA O dirigente aproveitou a presença na Cidade do Galo, ontem, para anunciar que recusou proposta de 4 milhões de euros (pouco mais de R$ 10 milhões) pelo armador Renan Oliveira. O clube interessado não teve o nome revelado, mas seria da Europa. Segundo Kalil, a revelação atleticana, de 19 anos vale “um pouco mais que o dobro, pelo menos”.
Em 2007, o então presidente Ziza Valadares já havia recusado proposta pelo jogador, que nem havia sido promovido ao profissional. O valor seria semelhante ao atual.

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