sexta-feira, 12 de junho de 2009

Prendas da alegria (12/06)

Ivan Drummond - Estado de Minas

Apenas cinco rodadas no Campeonato Brasileiro foram suficientes para transformar o ambiente no Atlético, vice-líder da competição. Em lugar de treinos silenciosos, cheios de tensão, hoje se veem brincadeiras e apostas. É nesse clima que o time tenta vencer o Náutico, domingo, às 16h, no Mineirão, e sonha até em tirar do Internacional a liderança da competição. Quem sabe o time gaúcho, mais preocupado com a decisão da Copa do Brasil diante do Corinthians, não tropece em casa, no mesmo dia, contra o Vitória?
Ontem, enquanto os titulares faziam treino sem adversário, em uma das metades do campo, na outra, os reservas disputavam animado rachão. Quem perdeu teve de pagar prendas. O goleiro Bruno, o armador Tchô, o recém-chegado zagueiro Alex Bruno, os atacantes Alessandro e Júlio César e os armadores Evandro e Chiquinho tiveram de carregar nas costas, até o banco de reservas, o goleiro Édson, o volante Serginho, o armador Renan Oliveira, os atacantes Kléber e Pedro Paulo, o lateral Marcos Rocha e o zagueiro Thiago Cardoso. E ainda precisaram fazer uma série de abdominais e exercícios de cabeceio vertical.
Retrato da alegria reinante na Cidade do Galo, para o atacante Diego Tardelli, a mudança teve início no aprendizado proporcionado pela goleada por 5 a 0 sofrida para o Cruzeiro, no primeiro jogo decisivo do Campeonato Mineiro. “O mais importante foi que entendemos naquele momento que era preciso mudar o comportamento e as atitudes. A partir dali, tivemos união. Além disso, com a chegada do Celso Roth (técnico), foi dada maior ênfase à preparação física. Nosso time está voando baixo.”
Tardelli diz viver uma segunda boa fase no Galo e a atribui a críticas que o magoaram. “Acompanho tudo pela internet e também ouço falar muita coisa que me contrariou, como o fato de que eu só jogava com Leão. Quero provar aos críticos que não existe nada disso e Tardelli é um jogador que se adapta a qualquer sistema e qualquer treinador.”
Ele conta que surgiram propostas para tirá-lo do Galo depois do Estadual. “Quando a gente está em alta, aparecem empresários de todos os lados, representando clubes da Europa e até um dos Emirados Árabes. Mas não quero sair do Atlético. Tenho contrato por quatro anos e pretendo cumpri-lo.” Os direitos econômicos do atacante pertencem 50% ao Atlético e 50% a dois investidores, cada um com 25%.
O artilheiro do Campeonato Mineiro tem se empenhado nos treinos, principalmente nas jogadas aéreas, que confessa ser sua maior deficiência. “Quebrei o braço ano passado (em jogo pelo Flamengo contra o Cruzeiro, pelo primeiro turno do Brasileiro, no Maracanã) e tenho certo receio. Mas Celso Roth tem insistido comigo nessa jogada e no jogo no Paraná consegui cabecear três bolas, motivo de comemoração para mim.”
ARANHA Com dois jogos e nenhum gol sofrido desde que assumiu a camisa 1 atleticana, o goleiro Aranha sonha agora com a primeira vitória em casa. Entende que a equipe foi bem contra o Santo André, mas falhou nas finalizações. Ele se diz feliz no novo clube. “Fui recebido com muito carinho tanto pelos companheiros como pela torcida. Já me sinto relaxado. Falta um pouquinho só para que me sinta totalmente à vontade.”
Para Aranha, o Galo tem grande vantagem em contar com dois volantes como Jonílson e Renan, além de Márcio Araújo completando o meio. “Estamos nos defendendo bem. O time tem equilíbrio por causa desse forte setor defensivo, que não deixa o adversário atacar. Tem de ser sempre assim.” O goleiro chegou em momento de mudanças, com enxugamento do grupo. “Um grupo menor permite dar mais atenção a todos. Muita gente atrapalha e fica sempre faltando atenção para alguém.”

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