terça-feira, 21 de julho de 2009

Galo segura o Vitória e continua na ponta (19/07)

Alessandro teve poucas chances de gol
Thiago Feltri travou bom duelo com o veloz Apodi no empate sem gols no Barradão

Vicente Ribeiro - Portal Uai




Alvinegro resiste à pressão e recupera liderança com empate sem gols


O Atlético passou sufoco, mas conseguiu se manter na liderança do Campeonato Brasileiro. O time alvinegro resistiu à pressão do Vitória e ficou no empate sem gols no Barradão, neste domingo, retomando a primeira posição depois de ser ultrapassado pelo Palmeiras, que derrotara o Santo André e conquistara a ponta na véspera.
O empate pode ser considerado um bom resultado, pois o Atlético jogou sem o artilheiro Diego Tardelli e foi pressionado pelo Vitória, que perdeu boas chances no ataque. Além disso, a igualdade impediu que os baianos se aproximassem do Galo, que chegou a 25 pontos, superando o Palmeiras no saldo de gols: 13 a 10. O rubro-negro foi a 21 pontos, em quarto lugar na tabela, mas perdeu os 100% de aproveitamento no Barradão.
O Atlético terá a oportunidade de abrir vantagem na liderança, já que fará dois jogos consecutivos no Mineirão, onde a torcida tem comparecido e ajudado a equipe a somar pontos importantes. Na próxima quinta-feira, o adversário será o Fluminense. No domingo que vem, o Galo pegará o Goiás. O Vitória terá difícil compromisso ante o Corinthians, em São Paulo, na quinta-feira.
O jogo
Jogando em casa, o Vitória apostou tudo na velocidade, principalmente pelo lado direito, com o corredor Apodi. Sem Júnior, vetado, o técnico Celso Roth escalou Evandro no meio-campo. Com um estilo mais cadenciado, o Galo procurava reter a bola ao máximo, para sair na boa em um contra-ataque e surpreender.
Com dois zagueiros, Werley e Welton Felipe, o Atlético se mostrou confuso em alguns lances. E Apodi era a melhor opção dos baianos, sempre em velocidade. Aos 9, o lateral recebeu de Leandro Domingues e tocou na saída de Aranha, mas para fora. O Galo chegou pela primeira vez aos 11, quando Evandro mandou para a área e Werley cabeceou por cima.
O Galo teve uma melhora quando passou a atacar mais pelo lado esquerdo, com as subidas de Thiago Feltri. A partir daí, Apodi ficou preso e o Vitória perdeu a saída para o ataque, já que o meio-campo estava muito congestionado. Com a partida equilibrada e a velocidade do adversário controlada, o alvinegro criou boas chances. Aos 14, Jonílson chutou e Viáfara rebateu, mas ninguém aproveitou.
Sem alternativa, o Vitória buscava os chutes de fora da área, mas sem assustar Aranha. O Atlético continuava perigoso nos contragolpes. Éder Luís recebeu livre, só que demorou a finalizar, preferiu o drible e depois concluiu em cima do goleiro. Mais na base do entusiasmo, aproveitando ainda o recuo do Galo, o Vitória foi para cima no fim da primeira etapa. Aos 44, Roger chegou a balançar as redes, mas foi flagrado em impedimento.
Pressão
No segundo tempo, o Atlético adotou a mesma postura, enquanto o Vitória começou da mesma forma que o primeiro, atacando. Tanto que Roger perdeu a melhor chance da partida, aos 5min. Ele recebeu de Leandro Domingues, que fez grande jogada, mas bateu fraco e facilitou a defesa de Aranha. Irritado com a lentidão na saída de bola, Celso Roth repreendia os jogadores.
Faltava ao Atlético um ataque mais consistente. Alessandro pouco recebia a bola e Éder Luís não estava em tarde inspirada. Era presa fácil para os defensores do rubro-negro. O time dava sinais claros que sentia a falta do artilheiro Diego Tardelli, que não atuou por estar suspenso, além de Júnior no meio-campo. Aos 16, a primeira alteração no Galo: Carlos Alberto saiu para a entrada de Serginho.
O Vitória, mais rápido na frente, assustava em alguns lances. Roger limpou entre os zagueiros, mas novamente chutou fraco, em cima de Aranha. Com a saída de Carlos Alberto, Márcio Araújo passou para a direita. Porém, o Galo insistia nos lances pelo outro lado, sempre com Thiago Feltri. Aos 19, Alessandro teve boa oportunidade, só que não conseguiu superar Viáfara. Foi o último lance do atacante, substituído por Kléber.
Aos 25, Celso Roth foi obrigado a mexer novamente. Renan, contundido, deixou o campo para a entrada de Alex Bruno. Aos 30, por pouco o Vitória não sai na frente. Roger finalizou na trave. A entrada de Kléber não surtiu efeito e o Atlético continuava sem força ofensiva. Do outro lado, os baianos atacavam mais, porém não mostravam objetividade e competência para marcar. Como aos 37, quando Apodi isolou depois de rebote de Aranha em cobrança de falta. No fim, a equipe da casa, mesmo com o apoio da torcida, teve que se contentar com a igualdade.
FICHA TÉCNICA
VITÓRIA
0 x 0
ATLÉTICO
Escalações
Viáfara; Reniê, Uelliton e Carlos Alberto; Apodi, Magal, Gil, Leandro Domingues e Leandro; Willian (Bida) e Roger
Aranha; Carlos Alberto (Serginho), Werley, Welton Felipe e Thiago Feltri; Jonílson, Renan (Alex Bruno), Márcio Araújo e Evandro; Éder Luís e Alessandro (Kléber)
Técnicos
Paulo César Carpegiani
Celso Roth
Local: Barradão, em Salvador Público: 16.601Renda: R$ 327.880
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)
Auxiliares: Enio Ferreira de Carvalho (DF) e Marrubson M. Freitas (DF)Motivo: 12ª rodada do Campeonato Brasileiro


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