quinta-feira, 16 de julho de 2009

Satisfação em dose dupla (13/07)

Ludymilla Sá - Estado de Minas

O mais tradicional clássico de Minas esteve longe de ser um grande jogo, sem o fervor das arquibancadas. Pouca gente foi ao Mineirão para assistir a mais um Cruzeiro x Atlético, algo perfeitamente compreensível, levando-se em conta que o time celeste só pensa na decisão da Copa Libertadores. Mas, do lado atleticano, boa parte da massa atleticana perdeu a chance de ver o Galo pôr fim ao jejum de 12 jogos, ou dois anos, de vitórias sobre o arquirrival, ao golear por 3 a 0, gols de Júnior, Diego Tardelli e Éder Luís. E ainda retomar o primeiro posto do Campeonato Brasileiro.
Agora, com o time efetivo, a Raposa, que caiu na classificação, terá pela frente o jogo da temporada. Quarta-feira, decide em casa o título da competição continental. No dia seguinte, o Galo recebe o São Paulo, também no estádio da Pampulha, defendendo a liderança.
O Atlético não soube explorar a expulsão de Zé Carlos, que deu uma cotovelada em Renan aos 15s de jogo e foi expulso. Sem sucesso nos contra-ataques, abusou do direito de errar passes. Enquanto o Cruzeiro parecia nem sentir a desvantagem numérica. Jancarlos, Neguete, Vinícius e Fabrício armaram uma defesa compacta na intermediária e embolaram o meio-campo atleticano. Além disso, tinham espaço suficiente para tocar a bola e chegar com facilidade ao ataque. Numa dessas chegadas, a Raposa por pouco não abriu o placar. Depois de um cruzamento da esquerda, Fabinho desviou de cabeça e a bola tirou tinta da trave.
Foi o suficiente para o alvinegro acordar. Partiu para cima, mas a Raposa, jogando completamente sem responsabilidade, ainda desarmava com extrema facilidade. O experiente Júnior perdeu duas grandes chances, ao chutar para fora. Mas, de tanto ensaiar, acabou marcando no fim da etapa inicial.
Deslocado para o lado direito no lugar de Marcos Rocha, Éder Luís cruzou da direita, Diego Tardelli não conseguiu o arremate e o veterano não perdoou, com um chute forte da entrada da área no canto direito do gol de Andrey. Logo depois, Alessandro ampliou. Tardelli lançou a bola na área, o cruzeirense Fabrício furou e o atacante atleticano aproveitou para fazer 2 a 0. Nos acréscimos, Athirson ainda tentou diminuir a desvantagem celeste com bom cabeceio, mas Aranha fez defesa segura.
OLÉ AMARGO Quem vencia era o Galo, mas quem soltava o grito de olé nas arquibancadas, no segundo tempo, era a torcida celeste, a cada drible que os atleticanos levavam dos cruzeirenses. Do outro lado do estádio, a massa alvinegra permanecia calada. Parecia saber que o clássico já estava decidido e que era só questão de tempo para comemorar a quebra do tabu e a volta à liderança.
Mas realidade é que a segunda etapa não foi nada empolgante, sem jogadas de efeito e poucas finalizações. Numa delas, porém, brilhou o goleiro Andrey, ao defender um chute à queima-roupa de Éder Luís. Mas, no fim, o defensor não conseguiu repetir a boa atuação, outra vez, com o atacante alvinegro. Éder Luís foi lançado, Andrey tentou defender com o peito. A bola sobrou para o próprio Éder Luís, que marcou um belo gol por cobertura para liquidar a partida.

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