terça-feira, 16 de junho de 2009

Atlético-Mg revela negociação com cervejaria par patrociná-lo 16/06/2009 - 07h04

Kalil revela negociação com cervejaria, mas não informa detalhes do entendimento
Gustavo Andrade Em Belo Horizonte

Sem patrocinador máster desde o fim do contrato com a montadora Fiat Automóveis, o Atlético-MG não tem pressa para encontrar uma empresa disposta a estampar sua marca na camisa da equipe alvinegra, de acordo com o presidente Alexandre Kalil. O dirigente, entretanto, afirmou nesta segunda-feira que negocia com uma cervejaria, sem dizer se esta poderia assumir a condição de patrocinador principal.
Impedido de dar detalhes sobre a negociação por um pedido da empresa, Alexandre Kalil mostrou-se otimista. "Nós temos hoje uma negociação com uma cervejaria que não estou autorizado a falar. É um negócio muito bacana", afirmou o presidente atleticano.Para determinar qual seria um bom valor para aceitar a proposta de patrocínio, o Atlético se baseia em informações mensais da Informidia empresa que presta serviços ao Clube dos 13 e avalia o valor da exposição das camisas dos times afiliados.Segundo Alexandre Kalil, o valor apontado pela Informidia é uma referência, mas que não precisa ser fixado como meta. "Nós temos isso em números. Logicamente, que não são números que vamos sentar em cima. Mas são números importantes, que queremos, em cima disso, fazer o patrocínio do Atlético", ressaltou. O dirigente atleticano argumentou não ter pressa para encontrar um patrocinador. "Se demorar esse ano, o ano que vem, outro ano, não tem problema. Nós vamos esperar, porque, graças a Deus, a nossa conta está fechada até dezembro", afirmou.Sem sócio-torcedorPara garantir receitas para o clube, Alexandre Kalil aposta no valor alcançado com bilheterias de jogos do Atlético como mandante. A boa arrecadação com ingressos é um dos motivos que levam o dirigente a não se preocupar com a implementação de um programa Sócio-torcedor. O presidente atleticano, no entanto, leva em conta a dúvida de onde o clube mandará seus jogos, enquanto Mineirão e Independência estiverem em reformas visando a Copa do Mundo de 2014. Com público superior a 40 mil torcedores na vitória por 3 a 0 sobre o Náutico, neste domingo, o Atlético alcançou uma renda que substituiria um programa sócio-torcedor na avaliação de Kalil. "Nós tivemos uma renda bruta de quase R$ 600 mil. Esse é o sócio torcedor que eu quero. Nós não vamos fazer um sócio-torcedor se nós não sabemos onde vamos jogar no ano que vem. Não posso brincar de fazer um sócio-torcedor e não ter o ingresso para entregar", ponderou. Sem patrocínios, Kalil garante que não precisará adiantar receitas de outra fontes. "O Atlético, na minha gestão, não adiantou 'um tostão' de receita de ano nenhum, não alienou 'um tostão' de patrimônio nenhum e não vendeu 1% de jogador nenhum. Estamos pagando os prêmios com a data combinada, colocando tudo rigorosamente em dia", salientou.

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