Estado de Minas
Conter a euforia. Essa é a ordem do técnico Celso Roth, que não quer que a festa das arquibancadas contagie o grupo dentro de campo. “Quem faz a torcida é o time e como estamos conseguindo uma boa campanha, bons resultados e, principalmente jogando bem, a torcida vem junto, alias, maravilhosa como sempre.”
A situação vivida ontem, segundo o treinador, foi surpreendente. “A expulsão do Feltri criou um problema enorme. Mas os jogadores mostraram valentia. Desdobraram-se. Mantiveram-se no ataque, isso por terem conseguido ocupar bem os espaços.”
Ele confessa que ficou fora de si no gol de Tardelli, por ter sido de cabeça. “Ele não gostava de cabecear a bola. Passei a insistir com ele nesse fundamento e lhe disse que iria invadir o campo no primeiro gol que fizesse assim. Está paga a promessa.”
Já quanto ao esquema de jogo, o quadrado no meio campo, o treinador descarta a possibilidade de que seja esta uma nova tendência no futebol brasileiro. “Eu trabalho com o que tenho em mãos.”
Euforia também de Diego Tardelli no vestiário. O gol de cabeça foi o assunto depois da partida entre os jogadores. “Eles sempre mexem comigo, falando que não sei cabecear.” Mas outros detalhes entusiasmam mais o jogador. “Tivemos de correr dobrado por causa da expulsão do Feltri. Isso fez com que nos uníssemos ainda mais. Eu, naquela hora, me preocupei em me movimentar mais e abrir espaços para os companheiros.”
Júnior era também muito festejado pela grande atuação. “Quando faltou o Feltri, o Roth me chamou e pediu que voltasse à lateral e falasse com o Éder para que viesse fechar um pouco mais. Aí nos desdobramos.” Na hora do gol, confessa que extrapolou ao chutar a bandeirinha de escanteio. “Eu me excedi na comemoração e levei o terceiro cartão amarelo. Pena que ficarei de fora contra o Santos.”
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