Paulo Galvão - Estado de Minas
Depois de um início fulminante de Campeonato Brasileiro, quando apresentou futebol envolvente e abatia adversários tanto dentro quanto fora de casa, o Atlético entrou em decadência e completou a sexta partida seguida sem vencer, incluindo um jogo pela Copa Sul-Americana, ao ficar no 1 a 1 com o Sport, ontem à tarde, no Mineirão, pela 22a rodada. Mesmo que tenha subido para a quinta posição, o time empatou pela quarta vez seguida diante da torcida, decepcionando-a – antes já havia igualado marcador com Palmeiras, Avaí e Goiás. Na quarta-feira, quando completará um mês do último triunfo, o Galo vai a Porto Alegre enfrentar o Internacional, em jogo adiado da 17a rodada. A equipe não vence fora de casa desde 21 de junho, data em que fez 3 a 2 no Santos, resultado que a credenciou à liderança da competição. Para completar, o técnico Celso Roth volta a ter problemas para escalar a equipe. Se ontem não teve o goleiro Aranha, o lateral-direito Marcos Rocha e os volantes Jonílson, Márcio Araújo e Serginho, para quarta-feira deve ter também os desfalques do zagueiro Welton Felipe, com suspeita de lesão muscular, e o armador Evandro, que recebeu o terceiro cartão amarelo. Ontem, a equipe deixou o gramado do Mineirão debaixo de vaia. Mas, na verdade, tem de comemorar o empate, pois se safou de levar uma goleada do Sport, que desperdiçou ao menos três chances claras de gol. “Foi complicado, o jogo foi muito corrido. Queríamos a vitória, mas conseguimos o empate, que está de bom tamanho pelo que fizemos em campo”, afirmou o zagueiro Werley, que evitou gol do Sport já nos acréscimos do segundo tempo. Celso Roth tem a mesma opinião. “Se em outras oportunidades nós deixamos escapar três pontos, contra o Sport nós celebramos a conquista de um ponto. Poderíamos ter perdido o jogo e de uma forma muito ruim”, argumentou ele, chamado de burro pela torcida no fim da partida e que nem terá muito tempo para digerir mais um tropeço, pois hoje já tem de definir os relacionados que embarcam à noite para Porto Alegre. ERROS EM DEMASIA O Atlético até que começou melhor, com muito mais volume de jogo, mas sem conseguir ameaçar o gol do Sport. Os pernambucanos, por sua vez, tentavam explorar os contra-ataques, muitos deles certeiros, mas falhavam na hora de finalizar, como fez Arce, aos 16min, mandando rente à trave. Mesmo jogando com três zagueiros, o Galo se mostrou desarrumado na defesa, com Welton Felipe e Alex Bruno se revezando na sobra sem conseguir exercer a função. Os visitantes se aproveitaram e aos 28min foi a vez de Wilson finalizar com perigo. Vendo o Galo totalmente perdido, Celso Roth decidiu mexer ainda no primeiro tempo. Pôs o lateral-direito Felipe no lugar do armador Tchô, passando Carlos Alberto para o meio-campo. Tentando dar mais poder ofensivo à equipe, o treinador mandou o alvinegro de volta para o segundo tempo com o atacante Rentería no lugar de Alex Bruno. Mas, antes que se pudesse saber se a mudança fora acertada, o Sport abriu o placar. Depois de Andrade acertar a trave em cobrança de falta frontal, a 1min, Arce completou para a rede, com Bruno já batido. O Galo acordou depois disso e aos 5min Diego Tardelli, aproveitando cruzamento de Thiago Feltri, acertou o travessão. Mesmo jogando mal, os donos da casa chegaram ao empate aos 30min, depois de escanteio da esquerda cobrado por Evandro e completado por Renan Oliveira. Mas quando o Galo, empurrado pela torcida, pretendia buscar a virada, Welton Felipe sentiu contusão muscular, permanecendo em campo em precárias condições, pois já haviam sido feitas as substituições. Assim, as melhores chances de voltar a marcar foram dos rubro-negros, que não conseguiram aproveitá-las.
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