Estado de Minas
A má fase do Atlético continua, independentemente do esquema usado, da estreia de recém-contratados, da troca de atacantes. Ontem à noite, depois de dar a impressão, no primeiro tempo, de que iria interromper a sequência de seis jogos sem vitória, acabou goleado por 3 a 0 pelo Internacional, no Beira-Rio, em partida adiada da 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, caiu duas posições na classificação, perdendo lugar para o Corinthians, que, em jogo adiantado da 23ª rodada, derrotou o Santos, e para o Avaí (no saldo de gols). Os gaúchos comemoraram o título simbólico de campeões do primeiro turno, com os mesmos 37 pontos do Palmeiras na primeira metade da competição, mas com 11 vitórias, contra 10. No total, o Colorado está um ponto atrás do Verdão. Agora, o técnico Celso Roth terá mais uma vez de remontar o alvinegro, que domingo pega o Santo André, no ABC Paulista. Mais que isso, precisará unir os atletas, que deixaram o jogo se acusando mutuamente pelos maus resultados. Enquanto o atacante Diego Tardelli acusou o sistema defensivo de ser vulnerável, o zagueiro Werley rebateu lembrando que os homens de frente não aproveitaram as chances criadas. Ambos estão com a razão, ao menos no que se refere ao jogo de ontem. O Atlético, no primeiro tempo, foi bem diferente daquele time apático que ficou no 1 a 1 com o Sport. Jogando com vontade e organização, foi bem melhor que o adversário e poderia ter aberto o marcador logo aos 2min, com Rentería, que recebeu de Tardelli e errou ao tentar encobrir Lauro. Aos 12min, o colombiano voltou a ameaçar. Dessa vez, invadiu pela esquerda, passando por Bolívar e Sorondo, e chutou da entrada da área, rente à trave. Dez minutos mais tarde o Galo teve outra chance clara. Fabiano Eller deu “passe” para Diego Tardelli, que cortou Sorondo na entrada da área, mas demorou a chutar. Quando o fez, a bola bateu em Bolívar e saiu pela linha de fundo. TALENTO ARGENTINO Tentando dar mais criatividade ao Internacional, o técnico Tite pôs o armador D’Alessandro no lugar do volante Danilo Silva no intervalo. E foi o argentino quem iniciou a jogada que resultou no primeiro gol do jogo. Ele serviu Kléber, que cruzou da esquerda para Edu escorar de cabeça, sem chance para Bruno. Dois minutos depois, o próprio D’Alessandro ampliou. Bruno conseguiu defender uma bomba detonada pelo armador, mas o rebote ficou com os gaúchos, que aproveitaram: depois de tentativa de conclusão errada de Kléber, o “Cabezón” mandou petardo da marca do pênalti. Quando o Galo tentava se recobrar da pancada, tomou o terceiro gol. Em nova jogada iniciada por D’Alessandro, a bola chegou em Kléber, que cruzou para Edu se antecipar e, novamente de cabeça, marcar. O Galo conseguiu chutar a gol apenas aos 24min. Correa pegou sobra na entrada da área e tentou bater colocado, mas mandou para fora. Tentando dar alguma organização ao Galo, Celso Roth mudou o esquema para o 3-5-2, com as entradas do volante Paulinho, do atacante Pedro Oldoni e do zagueiro Thiago Cardoso. Mas não surtiu efeito.
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