Paulo Galvão - Estado de Minas
Agosto foi realmente o mês do desgosto para os atleticanos. Nos 31 dias que se passaram, o Galo obteve seu pior desempenho desde que o Campeonato Brasileiro começou, em maio, quando o técnico Celso Roth assumiu a equipe. Assim, os torcedores esperam que a chegada de setembro traga melhor sorte ao time alvinegro, que amanhã terá árdua tarefa diante do Internacional, no Beira-Rio, em jogo adiado da 17a rodada do Nacional (apita o alagoano Francisco Carlos Nascimento). No oitavo mês do ano, o Galo venceu apenas uma partida, contra o Coritiba, no Mineirão, dia 2. Depois, foram quatro empates, todos em casa, e duas derrotas, com aproveitamento de apenas 33% dos pontos disputados, incluindo a estreia na Copa Sul-Americana. A queda de rendimento já havia se desenhado em julho, quando o aproveitamento foi de 52,38% dos pontos, bem abaixo dos incríveis 75% de junho e dos 66,6% de maio. A curva descendente começou a partir do momento em que a equipe passou a jogar duas vezes por semana, o que acarretou maior desgaste e contusões no grupo de jogadores. Para sorte do alvinegro, os resultados de outras partidas lhes foram favoráveis, ocupando atualmente a quinta posição no Brasileiro, mesmo estando há cinco jogos sem vencer na competição. Porém, é urgente que volte a triunfar, sob o risco de ver as equipes que estão a sua frente, inclusive o próprio Colorado, se distanciarem. Todos no clube parecem estar cientes disso. Por isso, o jogo de amanhã é visto como uma verdadeira decisão. “O Brasileiro é uma competição muito disputada e todo jogo é difícil. Vamos encarar o Inter de igual para igual, pensando somente em conquistar os três pontos”, afirmou o zagueiro Werley, um dos mais regulares da equipe. Celso Roth também deseja que o time conquiste um bom resultado em Porto Alegre, mas sabe que a tarefa não é fácil. Além de enfrentar uma equipe forte, que, domingo, goleou o Goiás por 4 a 0, o Galo terá de superar os próprios problemas. Nos últimos jogos, sofreu com muitos desfalques, que ajudam a explicar a queda no desempenho com resultados como o empate em casa com o vice-lanterna Sport, por 1 a 1. A cena se repetirá contra os gaúchos, pois, além de continuar sem poder contar com os volantes Jonílson, Márcio Araújo e Serginho, do goleiro Aranha e do lateral-direito Marcos Rocha, o treinador perdeu o zagueiro Welton Felipe, que sofreu contusão muscular domingo, e com o armador Evandro, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. “Esta semana ainda será de turbulência, com dois jogos difíceis fora de casa (depois do Inter, pega o Santo André, no ABC Paulista) e uma situação de ausências. Contratamos reforços, mas eles não fazem milagres, precisam se preparar, saber como o time joga”, argumentou Celso Roth, que ganhou boa opção com a publicação, ontem, do nome do volante Correa no Boletim Informativo Diário (Bid) da CBF, o que lhe dá condições legais para jogar no Beira-Rio. Para ele, os desfalques no meio-campo acabaram sendo primordiais para que o time não conseguisse jogar tão bem quanto em outras ocasiões e, principalmente, não conquistasse resultados positivos. “Perdemos jogadores rápidos no meio e isso pesa muito, pois não podemos jogar como antes, marcando a saída de bola e saindo com rapidez”, afirmou o treinador, para quem a entrada de jogadores como Correa pode até não devolver a velocidade ao setor, mas certamente dará mais experiência ao time. Além do volante, outro recém chegado que vive a expectativa de estrear é o zagueiro Jorge Luiz. O momento é propício, pois Welton Felipe poderá ficar bom tempo no departamento médico – o jogador será submetido a exame de imagem na manhã de hoje para saber qual a gravidade da contusão.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário