Vicente Ribeiro - Portal Uai
Apesar das dificuldades, técnico esperava triunfo contra o Vitória
O técnico Celso Roth previa um jogo difícil para o Atlético contra o Vitória, no Barradão, mas não esperava outro resultado que não fosse o triunfo. Por isso mesmo ele deixou claro que o empate sem gols deste domingo, apesar de ter mantido o time na liderança do Campeonato Brasileiro, não correspondeu às expectativas. Ele lamentou as chances desperdiçadas pelo Galo, principalmente no primeiro tempo.
Roth considera que o time falhou no momento de definir as jogadas, razão pela qual deixou de aproveitar as oportunidades para sair na frente do adversário no primeiro tempo. O treinador até gostou do ponto conquistado como visitante, quebrando os 100% de aproveitamento do rubro-negro em casa, mas ressaltou que esperava um triunfo.
“Somar pontos fora de casa é sempre bom. Vir aqui em Salvador, depois do jogo que fizemos na quinta-feira, contra o São Paulo, no Mineirão, com aquele desgaste todo, conseguir esse resultado é bom, numericamente. Tivemos chances no primeiro tempo, em contragolpes, e não estou satisfeito. Com todo respeito ao adversário, tínhamos que levar os três pontos para Belo Horizonte”, afirmou o técnico.
“Faltou a escolha correta no primeiro tempo. Tivemos três ou quatro oportunidades claras, mas fizemos as escolhas erradas e isso nós precisamos melhorar. Quando a gente faz a escolha certa, acaba em gol. Hoje nós não fizemos. No segundo tempo, o jogo ficou equilibrado até os 15min, depois o Vitória partiu para cima do Atlético, jogou bola aérea e procurou nosso erro. É uma alternativa de jogo, não conseguiram, mas viemos aqui para ganhar o jogo e não conseguimos”, acrescentou o comandante.
Versatilidade
Celso Roth destacou o fato de ter jogadores capazes de exercer mais de uma função em campo. Durante a partida contra o Vitória, ele perdeu Renan e Carlos Alberto, contundidos, e pôs Alex Bruno e Serginho, respectivamente. Com isso, Márcio Araújo foi deslocado para a lateral direita. O treinador atribui a boa campanha à determinação e boa adaptação do grupo para superar os problemas.
“Fizemos um 4-4-2 e foi muito bom no primeiro tempo. Mesmo que o Vitória tenha vindo para cima, é normal, o time da casa sempre tem um volume maior. O importante é isso, termos essa versatilidade, sabermos usar os jogadores no momento correto, mas o fundamental é o grupo dar o retorno. A campanha é fruto da qualidade do grupo, que está interagindo muito”, elogiou.
No ataque, sem Diego Tardelli, suspenso, ele apostou em uma dupla que não teve sucesso no Barradão. Na etapa final, o treinador optou pela entrada de mais um homem de área, Kléber, na vaga de Alessandro, o que também não surtiu efeito. Para Celso Roth, foi uma tentativa de dar mais agressividade ao setor ofensivo.
“O Alessandro, apesar de ter se movimentado bem durante o jogo, estava com dificuldade para segurar a bola. Colocamos o menino Kléber pelo fato de ter uma bola aérea boa, além de segurar bem. Ele não entrou mal, entrou em um momento difícil e preocupou a defesa do Vitória. Teve algumas boas participações”, avaliou.
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