Ludymilla Sá - Estado de Minas
Nada de facilidade. Pelo contrário. O clássico com o Cruzeiro, domingo, às 16h, no Mineirão, é considerado pelo técnico Celso Roth uma verdadeira armadilha tática, justamente pela certeza de o rival, concentrado na decisão da Libertadores, entrar em campo com um time misto. O treinador não sabe sobre quem estudar e isso parece lhe tirar o sono.
O treinador admite que a responsabilidade de vencer o arquirrival está ainda maior. Sobretudo porque o Galo é vice-líder do Brasileiro. “O Cruzeiro está numa situação de Libertadores por mérito, e ela é absolutamente normal, de uma equipe que vem disputando uma competição paralela importantíssima, por isso passou a responsabilidade toda para o Atlético.
Não é somente a indefinição celeste que preocupa o treinador. A única certeza atleticana até então é a suspensão do volante Carlos Alberto, que estava improvisado na lateral direita, por causa do terceiro cartão amarelo. Celso Roth ainda não sabe quem vai escalar na posição, pois depende do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
É que o zagueiro Werley, uma das opções para entrar na ala direita, será julgado amanhã pela 4ª Comissão Disciplinar. Ele foi denunciado no artigo 250 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) – ato desleal ou inconveniente –, por conta da expulsão no jogo contra o Barueri. A punição prevê até três jogos de suspensão.
Como é réu primário, o defensor tem grandes chances de absolvição. Se pegar a mínima, já cumpriu diante do Botafogo e poderá enfrentar a Raposa. Mesmo assim, confessa preocupação. “Fico tenso e com receio, mas fui expulso sem ter feito nada. Agora é deixar nas mãos do departamento jurídico do Atlético.”
Independentemente disso, o jogador foi testado na função que já exercera quando o técnico ainda era Emerson Leão. Seria, no entanto, uma espécie de terceiro zagueiro, liberando o volante Jonílson, que jogava mais recuado até então. “Já tive uma seqüência na lateral direita e não importa em qual lugar irei jogar. O Celso apenas pediu para não subir muito ao ataque”, comenta.
ENTRADA DE SERGINHO Outra possibilidade testada, ontem, na Cidade do Galo, foi com Márcio Araújo, que já foi bastante improvisado no lado direito, ano passado. Nesse caso, Serginho entraria no time. “Agora seria mesmo pela urgência, uma situação completamente diferente da do ano passado, quando havia uma carência no setor”, explica o jogador, que descarta qualquer vantagem atleticana sobre o misto cruzeirense. “A cobrança vai ocorrer de qualquer forma. Por isso, temos de estar bastante equilibrados no clássico.”
Celso Roth também pode não comandar o Galo, domingo, porque também vai a julgamento. Ele foi denunciado pela procuradoria com base na súmula da partida em Barueri e incurso no artigo 188 (manifestar-se de forma desrespeitosa contra árbitros e auxiliares). Pode pegar uma suspensão salgada, de 60 a 180 dias. O armador Evandro responderá pela expulsão naquele jogo no artigo 254 (prática de jogada violenta).
A venda antecipada de ingressos para o clássico começa hoje, nos postos tradicionais. São 64.800, divididos igualmente entre atleticanos e cruzeirenses.
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