sexta-feira, 3 de julho de 2009

Respeito é bom (02/07)

Ludymilla Sá - Estado de Minas

Historicamente, os confrontos contra o Botafogo sempre foram difíceis para o Atlético. Haja vista o jejum de sete anos ou 13 partidas amargado pelo Galo até novembro passado, quando venceu o time carioca por 2 a 1, gols do zagueiro Leandro Almeida, na 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Desta vez, o alvinegro mineiro tem a favor a tranquilidade da liderança, enquanto o rival vive uma situação bem diferente, amargando a lanterna da competição.
A vantagem mineira pode ser meramente ilusória se o time se comportar como na rodada anterior, vencida pelo Barueri por 4 a 2. Para o volante Jonílson, justamente o desespero do adversário pode atrapalhar os planos do Galo, que terá a liderança ameaçada pelo Internacional em caso de novo tropeço. O colorado, vice-líder, só perde no saldo de gols (oito a quatro).
“O adversário vive um momento complicado e não será nada fácil por isso. Temos de saber tirar proveito da situação, que os erros cometidos no jogo passado não voltem a ocorrer, pois vamos jogar em casa e temos de pressionar, buscando o gol a todo momento”, indica o jogador, que já defendeu o alvinegro carioca em 2005.
As lembranças de General Severiano não são das melhores. No fim daquele ano, Jonílson entrou na justiça contra o clube, alegando salários atrasados, e conseguiu ser liberado para jogar no Cruzeiro, no ano seguinte. Mesmo assim, ele afirma ser bastante grato ao rival. “Tenho um carinho muito grande pelo Botafogo, apesar da minha saída conturbada. Se não fosse ele, o meu futebol não teria aparecido no Brasil. Mas agora estou no Atlético e vou defender da melhor forma a camisa do Galo”, garante.
SEM POUPAR NINGUÉM Vencer o Botafogo não é a única determinação para a próxima rodada. O técnico Celso Roth tem quase meio time pendurado, com dois cartões amarelos, o que pode atrapalhar os planos para o clássico contra a Raposa, logo depois, no dia 12. Jonílson é o primeiro da lista, da qual também fazem parte o artilheiro Diego Tardelli e os volantes Márcio Araújo, Renan e Carlos Alberto.
O treinador adiantou que não pretende poupar nenhum desses atletas contra a equipe carioca, com vistas ao clássico. Até porque, já não poderá contar com o zagueiro Werley e o armador Evandro, ambos expulsos em Barueri. Além disso, a liderança está em questão, como lembra Jonílson. “Prefiro enfrentar o Botafogo e vencê-lo a enfrentar o Cruzeiro. Não adiantaria ficar de fora do próximo jogo e perder o primeiro lugar.”
Ao contrário do esperado, Celso Roth não orientou coletivo ontem na Cidade do Galo, em função do julgamento do lateral-esquerdo Thiago Feltri no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O jogador foi denunciado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) – jogada violenta no jogo contra o Náutico – e punido com a pena mínima de dois jogos. Como cumpriu a automática contra o Barueri, ficará de fora do jogo de domingo e poderá jogar o clássico. Tchô e Renan Oliveira são as opções para a partida contra o Botafogo, uma vez que Júnior deverá permanecer no lado esquerdo. Se optar por três atacantes, Roth deve escalar Alessandro

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