Paulo Galvão - Estado de Minas
A atuação não foi brilhante, chances foram criadas e desperdiçadas, passes errados proliferaram por todos os setores, a marcação falhou e o adversário teve espaços, principalmente no primeiro tempo. Apesar de tudo, o Atlético venceu o Guaratinguetá por 2 a 0, no Mineirão, e chegou às oitavas-de-final da Copa do Brasil, nas quais enfrentará o Vitória – o mando dos jogos será definido hoje em sorteio na CBF.
A atenção, porém, está totalmente voltada para a decisão do Campeonato Mineiro, contra o Cruzeiro, que começa domingo. Por isso, a preocupação em corrigir os erros é grande. “Se não tivéssemos feito as alterações no intervalo (Rafael Miranda e Alessandro entraram nos lugares de Márcio Araújo e Lopes, respectivamente) poderíamos ter perdido o jogo e ficado em situação complicada. Jogador de futebol precisa se conscientizar que não pode esperar levar bronca no vestiário para corrigir erros. Ele tem de aprender a enxergar o que está acontecendo em campo. Estávamos vendo o adversário jogar e não fazíamos nada”, reclamou o técnico Emerson Leão, depois da partida.
Ele ficou satisfeito que o time tenha acertado a marcação na etapa final. Assim, não está descartado usar a formação do meio campo com Renan, Rafael Miranda, Márcio Araújo e Carlos Alberto no clássico de domingo – Éder Luís, suspenso, será desfalque.
SEM PEGADA No jogo de ontem, faltou realmente pegada ao time alvinegro. Com a vantagem de poder empatar por até 1 a 1 para se classificar, o Galo foi para cima tão logo a bola rolou e deu a impressão de que aplicaria uma goleada histórica, pois abriu o placar aos 3min, com Diego Tardelli cobrando pênalti que ele mesmo sofreu do goleiro Fernando.
Mas o que se viu foi o time paulista jogando melhor e chegando a dominar as ações em alguns momentos. Aos 8min, por exemplo, quase sai o gol de empate, em lance em que Dedimar cobrou falta por cima e Édson Rocha só não marcou porque a zaga aliviou. Dois minutos depois foi a vez de Édson desviar nova cobrança do experiente defensor. O goleiro trabalhou mesmo no minuto seguinte, quando Magal tabelou com Wellington Amorim, invadiu a área e chutou, para grande intervenção do atleticano. Dominado, o Atlético só conseguiu criar novamente aos 21min, contando com a sorte. Diego Tardelli cobrou falta frontal, a bola bateu na barreira e sobrou para Márcio Araújo, que não conseguiu tirar de Fernando.
O Galo então conseguiu equilibrar as ações. Porém, aproveitando-se da ansiedade dos donos da casa, que pareciam querer resolver o jogo logo, o adversário continuava chegando com perigo. “Recuamos muito e nosso primeiro tempo foi feio. Vamos conversar para corrigir e voltar melhor”, afirmou Diego Tardelli, ao deixar o gramado.
A correção veio em forma de substituições, que deram mais estabilidade defensiva. Na frente, as dificuldades continuaram, mesmo com os atleticanos buscando o gol incessantemente, como pedia a torcida. Talvez já pensando no clássico, o Atlético tirou o pé do acelerador. Assim, o segundo gol saiu em lance individual de Júnior, que bateu da esquerda, aos 42min, e acabou encobrindo Fernando.
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