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Presente na Cidade do Galo nesta sexta-feira, o presidente do Atlético, Alexandre Kalil, reforçou o coro de pedido de paz no clássico deste domingo com o Cruzeiro, válido pela primeira partida da decisão do Campeonato Mineiro. “O Atlético deseja que tudo corra no clima da maior harmonia e rivalidade possível”, disse Kalil, para quem a violência nos estádio é um problema social e não clubístico.
O dirigente alvinegro não deixou de responder ao presidente do Cruzeiro, Zezé Perrela, que propôs simbolizar a paz no clássico com um aperto de mãos:
“Achar que a apertar a mão de alguém resolverá qualquer problema social do Brasil é acreditar que é Deus. Eu ainda não me acho Deus. Do outro lado, provavelmente, eles têm certeza que são Deus”, disse. “Eu não me proponho a subir em palanque político. Eu não preciso de voto de cruzeirense nem de atleticano. Eu não vou fazer de um momento importante do futebol mineiro um palanque político”, acrescentou.
Vestiário
Baseado no regulamento, que permite ao mandante escolher seu vestiário, Alexandre Kalil ratificou o desejo de inverter a posição das equipes nos túneis do Mineirão no jogo de volta da decisão do Estadual, dia 3. “Existe uma regra. O Atlético quer que a regra seja cumprida. Se o Atlético quer que ela seja cumprida, está estimulando a violência?”, questionou.
Tradicionalmente, o Cruzeiro fica à direita das cabines de rádio e TV, próximo à sua torcida. É nessa lateral do campo que corre um dos auxiliares da arbitragem.
Kalil formalizará o pedido em uma reunião na segunda-feira com as partes envolvidas na final do Campeonato Minero. Se receber uma negativa por motivos de segurança, o presidente do Galo vai apostar em outro artigo do regulamento, o que prevê a desatinação de apenas 10% dos ingressos para a equipe visitante. “Esta escrito no arbitral esdrúxulo que a renda é dividida, mas não está escrito que o ingresso é dividido”.
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