segunda-feira, 27 de abril de 2009

Brigões mancham dia que era para ser só de festa (27/04)

Estado de Minas

Cruzeirenses e atleticanos fizeram uma bonita festa dentro e fora do Mineirão, mas, no meio de tanta alegria envolvendo o clássico, mais uma vez marginais travestidos de torcedores causaram tumulto nas ruas de Belo Horizonte e deram bastante trabalho à Polícia Militar (PM). Várias viaturas tiveram de escoltar integrantes das principais organizadas dos dois clubes até o estádio, pois, a caminho da Pampulha, algumas facções se encontraram e distribuíram socos e pontapés. A ocorrência mais grave envolveu dois menores, ambos de 16 anos, que foram apreendidos com um revólver calibre 32 e quatro cartuchos intactos.
A dupla, apreendida no Bairro Santa Mônica, na Região da Pampulha, foi encaminhada para o Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional de Belo Horizonte (CIA/BH), que fica no Barro Preto. Segundo militares do 13º Batalhão, responsável pela área onde os menores foram detidos, os dois se dirigiam para o Mineirão. No entorno do estádio, o comandante do policiamento externo, major Márcio José, informou que seus subordinados registraram três ocorrências até as 16h, quando começou o clássico.
A mais grave envolveu um rapaz que acertou uma pedrada numa senhora, mas ela não se feriu gravemente. “As outras duas tratam de um furto, que ocorreu na Alameda das Palmeiras, e de uma prisão por desacato”, esclareceu o oficial. Seus subordinados tiveram mais trabalho nas duas horas que antecederam a partida. Militares escoltando grandes grupos de torcedores chamaram a atenção de muita gente. Até um helicóptero da Polícia Civil sobrevoou o estádio para evitar confrontos nas imediações do Mineirão.
Mas, longe dali, na Avenida Amazonas, cerca de 200 atleticanos e cruzeirenses se encontraram e houve um início de tumulto na altura do Bairro Barroca, na Região Oeste da capital. Quem passou pelo local se assustou com as músicas de apologia à violência. Policiais do 5º Batalhão, responsáveis pela área, compareceram e controlaram os ânimos dos mais exaltados. O policiamento também foi reforçado no Centro, principalmente nas imediações da Rua Rio Grande do Sul, onde se concentram os integrantes da Máfia Azul, e no entorno da Avenida Oiapoque, ponto de encontro de filiados da Galoucura.
Por alguns minutos, o trânsito ficou confuso nas duas regiões. Do lado cruzeirense, por exemplo, houve retenção, no sentido bairro/Centro, no Elevado Castelo Branco, que liga as avenidas Pedro II e Bias Fortes. Nesse corredor, um carro foi atingido por uma pedra.
As confusões não ocorreram somente em Belo Horizonte. Na vizinha Nova Lima, uma briga envolvendo mais de 50 cruzeirenses e atleticanos transformou o Centro da cidade histórica num campo de batalha. A briga terminou com um adolescente ferido, que foi acertado por uma bala de borracha na perna. O menor foi encaminhado para o Hospital Nossa Senhora de Lourdes.

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