
Rodrigo Fonseca - Portal Uai
No dia em que completará 50 dias cumpridos dos 60 de suspensão impostos pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Minas (TJD-MG), Alexandre Kalil terá, nesta quarta-feira à tarde, seu recurso julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Os auditores também apreciarão recurso da Procuradoria do TJD-MG, que deseja uma punição maior ao presidente do Atlético. Kalil foi julgado no dia 10 de março por declarar a existência de uma quadrilha na arbitragem da Federação Mineira, chefiada por Lincoln Afonso Bicalho, então presidente da comissão de arbitragem. Além disso, o dirigente chamou de ladrão velho o árbitro Alício Pena Júnior. A revolta de Kalil foi provocada pelo erro de Alício no clássico vencido pelo Cruzeiro por 2 a 1, dia 15 de fevereiro, pelo Estadual. Denunciado em dois artigos (187, incisos I e II - ofender moralmente pessoa vinculada à entidade desportiva ou árbitro em função -, e 188 - manifestar-se de forma desrespeitosa, ou ofensiva, contra membros dos poderes das entidades desportivas ou contra árbitro em razão de suas atribuições), Alexandre Kalil poderia pegar até 660 dias de suspensão. Por ausência de queixa por parte de Alício Pena Júnior e Lincoln Afonso Bichalho, já que a denúncia foi feita pela Procuradoria, o Tribunal retirou o Artigo 187 do julgamento. No 188, Kalil levou pena mínima devido aos atenuantes. O dirigente era primário no TJD e, segundo os auditores, presta bons serviços ao desporto na condição de presidente do Galo. Dias depois do julgamento, Lincoln Afonso Bichalho renunciou ao cargo de presidente da comissão de arbitragem da Federação Mineira de Futebol, alegando problemas de saúde.
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