segunda-feira, 27 de abril de 2009

Pedido de perdão (27/04)

Paulo Galvão - Estado de Minas

Como esperado, depois da goleada de ontem, o clima no vestiário ocupado pelo Atlético era de velório. Jogadores cabisbaixos, membros da comissão técnica abatidos, dirigentes sem conseguir acreditar no que havia ocorrido. O silêncio só foi quebrado pelas entrevistas concedidas pelo técnico Emerson Leão, o zagueiro Marcos e o volante Rafael Miranda. O discurso foi um só: pedido de perdão aos atleticanos pelo péssimo resultado contra o maior rival. “Estamos tão chateados quanto qualquer torcedor. Corremos quatro meses atrás de uma vantagem e a perdemos rapidamente e ainda por um saldo elevadíssimo. O adversário construiu o resultado por méritos e pelos nossos erros. Agora, temos de ter o bom senso de entender que a derrota foi justa e a frieza para continuarmos lutando”, declarou o técnico Emerson Leão.
Ele se mostrou inconformado pelos erros cometidos pelo Galo no clássico, em especial nos lances que resultaram no segundo e terceiro gols cruzeirenses, marcados de cabeça pelo zagueiro Leonardo Silva. “Havíamos alertado para essa jogada do adversário, preparado para neutralizá-la e não conseguimos. Não vamos admitir alguns erros, que já detectamos, mas não vamos exteriorizar na imprensa”, afirmou.
“Nosso time mostrou falta de equilíbrio emocional e isso é decisivo, ainda mais em um clássico. Fica até difícil encontrar palavras para explicar o que aconteceu e o melhor no momento é falar pouco e trabalhar muito”, disse o zagueiro Marcos, visivelmente abatido.
Como Leão, ele também pediu desculpas aos torcedores e acredita que só com bons resultados as feridas abertas ontem vão cicatrizar. “Estamos muito abatidos, uma derrota como essa machuca muito. Vamos procurar forças para que nosso time possa reencontrar o caminho das vitórias. É preciso serenidade”, disse.
Suspenso pelo Tribunal de Justiça Desportiva, o presidente Alexandre Kalil não esteve no Mineirão, ontem. Porém, fez questão, depois do jogo, de se manifestar. E também se desculpou com a torcida. “Sou responsável pela derrota, como sou responsável por tudo que aconteceu no Atlético nos últimos cinco meses. Estou humilhado, machucado, e peço desculpas ao nosso torcedor. Só me resta trabalhar mais e já na manhã desta segunda-feira estarei na sede procurando fazer o que for possível. Vislumbro um futuro melhor e vamos lutar para transformar esse desastre no início de uma coisa boa”, argumentou.

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