Chico Vilela - Portal Uai
Rodrigo Fonseca - Portal Uai
Contra clubes da Série A, defesa leva oito gols, ataque some e time vê títulos do Estadual e da Copa do Brasil ficarem distantes
Tudo vinha bem. O time estava invicto há 13 jogos (dez pelo Campeonato Mineiro e três pela Copa do Brasil). A dupla de ataque Éder Luís e Diego Tardelli já havia marcado 33 gols. A defesa só havia sofrido oito. Mas nos jogos decisivos, tudo mudou. Frente a adversários da Série A do Brasileirão, o Atlético sofreu goleadas e viu o sonho de título no primeiro semestre da temporada 2009 virar pesadelo.
Ao mesmo tempo em que o ficou frustrado, o torcedor ficou preocupado com a campanha da equipe no Campeonato Brasileiro. Os jogadores pedem calma: “Passamos bem o Campeonato Mineiro inteiro, e em dois jogos parece que tudo foi jogado fora. Agora é a hora de ter tranquilidade. A torcida tem que ter paciência e estar com a gente. Ainda temos uma competição, que é o Campeonato Brasileiro. É até melhor esta cobrança vir agora, porque já entraremos ligados no Brasileiro”, disse o atacante Diego Tardelli.
O divisor de águas foi o arquirrival Cruzeiro, que já havia vencido dois confrontos este ano (4 a 2 pelo Torneio de Verão e 2 a 1 na 1ª fase do Estadual). No primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro, o Galo sofreu uma sonora goleada de 5 a 0. Em seguida, nova queda. Pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil, o time levou 3 a 0 do Vitória na partida de ida.
Defesa
Oito gols sofridos em dois jogos. A chamada ‘bola aérea’ tornou-se um drama. “Um time como o nosso, que tinha uma defesa muito forte, a melhor do Campeonato Mineiro, sofreu oito gols em dois jogos. Foram quatro só de bola parada. Agora temos que levantar a cabeça” disse o volante Renan.
Levar tantos gols em poucas partidas deixa a defesa atleticana na berlinda. Porém, para Renan, toda a equipe é responsável: “Aqui todos são homens e têm que assumir um pouco da responsabilidade. Não existe um culpado. Não é o goleiro, o lateral, o zagueiro”.
Ataque
O rendimento do ataque também caiu. Foi a dupla de artilheiros se separar e o Atlético não encontrar substituto. No clássico, Éder Luís, suspenso, deu lugar a um volante, Rafael Miranda. Contra o Vitória, Diego Tardelli machucou logo nos primeiros minutos e foi substituído por Alessandro, que fez apenas sua segunda partida no ano e mostrou-se sem ritmo de jogo.
“Ninguém desaprende a fazer gols de sábado para domingo. Uma derrota por cinco gols de diferença em uma final nos surpreendeu, mas os jogadores do nosso grupo são experientes e também já passaram por momentos difíceis. Com a união do elenco e a paciência da comissão técnica e da torcida, nós vamos conseguir reverter”, disse Alessandro.
Para manter o sonho vivo, o Atlético precisa vencer o Cruzeiro por cinco gols de diferença e o Vitória por quatro. Se os fracassos forem confirmados, restará à equipe aguardar o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana.
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