Ivan Drummond - Estado de Minas
Sua chegada ao Atlético foi cercada de desconfianças, apesar de ser pentacampeão mundial. A pergunta que mais se escutava era se ele teria condições de suportar uma partida inteira. Mas, dando tempo ao tempo, Júnior, de 35 anos, calou os críticos e tornou-se um dos ídolos da torcida. Afinal de contas, transformou-se num dos principais jogadores do time, responsável não só por guarnecer o lado esquerdo da defesa, mas, com a liberdade que foi lhe dada pelo técnico Emerson Leão, por ter se transformado também em um dos armadores da equipe.
Júnior ficou de fora do treino de ontem, de preparação para a partida de amanhã, contra o Rio Branco, às 16h, no Mineirão, o que gerou, de cara, muita falação. Mas não era nada demais, só uma precaução da comissão técnica, que preparou para ele e o zagueiro Marcos um programa especial, que permite que sejam poupados do trabalho de campo em alguns dias. Ontem, foi um deles. Júnior passou a manhã na sala de musculação, fazendo um trabalho de fisioterapia, por causa de uma dor na perna.
Bem-humorado, brincou com a situação: “Você sabe. É coisa da idade. A gente que vai ficando velho sente, de uma hora para outra, uma dor aqui, outra ali. A dor vem do nada. Imagine só que hoje (ontem) levantei com essa dor nova. Vim direto para o departamento médico, mas não é nada sério. Fiquei de fora do treino apenas por precaução, mas amanhã (hoje) devo estar de volta ao gramado”.
O lateral-esquerdo confessa que alimenta um sonho desde que chegou ao Galo: “Quero muito ser campeão aqui. Tenho muitos títulos e pretendo aumentar a minha coleção”. Disputar o Campeonato Mineiro é motivo de orgulho para Júnior. “É uma grande satisfação, pois é uma competição muito disputada, boa de jogar. E tem um detalhe que não acontece em muitos lugares. Essa disputa pela artilharia, entre o Tardelli, o Kléber e o Éder Luís, é sensacional. Eu mesmo, antes do jogo contra o Uberaba, tratei de instigar o Tardelli. Disse para ele que o Kléber estava encostando e que ele desse um jeito, senão, o cara iria passá-lo. E não é que deu certo? Ele fez três. Aliás, está virando mania esse negócio de fazer três gols num jogo. Acho que quero entrar nessa também (risos).”
Ele festeja o bom momento do time, dizendo que espera muito chegar à 10ª vitória consecutiva. “Estamos em ascensão e temos de manter isso para domingo (amanhã). Acho que o segredo do nosso time é que mostra maturidade, muita concentração e pés no chão. Temos de continuar assim.”
Além de Júnior e Marcos, outro ausente no treino de ontem foi o atacante Kléber, com indisposição intestinal, e fica fora da lista do jogo de amanhã.
REFORÇOS CASEIROS Leão voltou a falar, ontem, sobre reforços, só que, dessa vez, eles são formados no clube. Além dos jogadores dos juniores, que vem aproveitando, ele pretende utilizar jogadores que pertencem ao clube e estão emprestados. Com os estaduais chegando ao fim, em breve o Atlético estará recebendo vários deles.
“Vou observar todos e pretendo utilizar alguns”, diz o treinador, que já tem dois nomes certos, o volante Renan e o atacante Eduardo. “Quando estive aqui, pus o Renan em sua posição original, e não como ala. Ele jogava com liberdade, principalmente porque tem um chute forte. Quanto ao Eduardo, chegou a atuar, depois que saí, como centroavante. Mas não é a dele. É um jogador que vem de trás”, explicou.
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