Antônio Melane - Estado de Minas
Galo joga o suficiente e derrota o Rio Branco, de Andradas, por 2 a 0, no Mineirão. Agora só não vai à final se no segundo jogo, sábado, perder por três gols de diferença
Se estava difícil para o Rio Branco – que entrou nas semifinais em desvantagem, porque foi o quarto colocado da primeira fase e o Atlético, o primeiro e, portanto, jogando por dois resultados iguais –, ficou ainda mais complicado para o time de Andradas depois dos 2 a 0 de ontem, no Mineirão, para o Galo, agora com 10 vitórias consecutivas. O segundo jogo será sábado, às 16h10, no Mineirão, e o vencedor já pôs um dos pés nas finais do Campeonato Mineiro. Para ser eliminado, terá de perder por três gols de diferença, façanha que o adversário conseguiu uma única vez na competição, ao derrotar o América por 3 a 0 nas quartas-de-final. Quarta-feira, o alvinegro vai dar uma pausa no Estadual, pois, pela Copa do Brasil, enfrenta o Guaratinguetá, no interior de São Paulo. O Rio Branco fica cuidando da preparação para buscar o que o técnico Paulo Cézar Catanoce considera difícil, mas não impossível: o direito de chegar pela primeira vez à decisão. A realidade é que a torcida atleticana, depois dos 6 a 0 sobre o Uberaba, foi ao estádio esperando mais uma goleada. Se possível um massacre, mesmo respeitando o adversário com maior crédito em relação ao time do Triângulo, porque tem uma defesa que sabe se defender e conseguiu algumas surpresas. Venceu o Tupi, em Juiz de Fora por 1 a 0 (o Galo empatou lá por 2 a 2), e só não alcançou 100% de aproveitamento em casa porque empatou com o Cruzeiro por 1 a 1. Mas, pelo volume de jogo, ficou claro também que o Atlético pensa seriamente nas finais do campeonato. Fez logo a diferença, com o primeiro gol marcado por Diego Tardelli (o 15º), e continuou pressionando na primeira etapa, na tentativa de fazer o segundo ou até mais. Tardelli perdeu outra chance e Lopes também. No segundo tempo, por um erro de marcação, permitiu que o Rio Branco crescesse, mas, na verdade, estava era de olho no jogo de quarta-feira. Quando se sentiu ameaçado, novamente tratou de se tranquilizar, fazendo o segundo gol. A cada jogo, fica claro como há um distanciamento técnico de seu futebol para os times do interior. Quando parte para cima, os gols ocorrem. E foi importante a defesa passar pelo teste de 20 minutos de melhor futebol do Rio Branco e conseguir resistir. O que ficou claro é que, no toque de bola, quando as jogadas atleticanas saíram, o adversário ficou sem ação, torcendo para que a conclusão não fosse precisa. Em velocidade, a impressão é a melhor possível, mas, na marcação, há ainda alguns pecados que merecem atenção: jogadores fazem a cobertura, como até Éder Luís, mas quando Júnior avança é preciso que alguém realmente ocupe o seu espaço. Ele, embora em excelente fase, é lento para se reposicionar. Contra equipes inferiores, é aproveitado mais na frente, como um autêntico ala. Jogando contra um time de capacidade, pode ser um desastre, devido à idade. O zagueiro Werley, improvisado, jogou inseguro na lateral direita. Definição em velocidade No segundo tempo, o Galo também se complicou por chegar atrasado nas bolas, por erro no posicionamento, o que permitiu o crescimento do Azulão. Quando Leão fez as mudanças, passou a dominar novamente o setor. Depois de algumas tentativas e grandes defesas do goleiro Gleysson, houve o primeiro gol. Na velocidade, Lopes tocou para Éder Luís, mais pela esquerda, este para Tardelli, que chutou com violência no ângulo direito, sem chances para o goleiro. No segundo gol, Júnior fez um primor de lançamento para Éder Luís, que avançou pela esquerda, passou pelo lateral em velocidade e completou à direita do goleiro. A fatura estava liquidada e a massa, mais uma vez, esbanjou felicidade.
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