Paulo Galvão - Estado de Minas
Praticamente classificado à final do Campeonato Mineiro – pode perder por até dois gols de diferença para o Rio Branco, sábado no Mineirão, que garantirá a vaga –, o Atlético procura mostrar que está forte também na Copa do Brasil. Amanhã, enfrenta o Guaratinguetá, no interior paulista, e, se vencer por dois ou mais gols de vantagem, atingirá as oitavas-de-final da competição sem a necessidade do jogo de volta, marcado para a quinta-feira da próxima semana, no Mineirão.
Para alcançar o objetivo, o alvinegro conta com a força de seu grupo. Mesmo quando teve desfalques, o time mostrou ser forte, tanto que venceu as últimas 10 partidas que disputou, sendo nove pelo Estadual e uma contra o Itabaiana, pela competição nacional.
Quando os titulares não jogam, quem entra não tem deixado o rendimento cair. Foi o caso de Lopes, que substituiu o contundido Renan Oliveira, ou do zagueiro Werley, improvisado pelo técnico Emerson Leão na lateral direita no lugar de Marcos Rocha, que, por sua vez, havia “herdado” o lugar de Sheslon.
“Ainda estou me adaptando à posição, procurando seguir as instruções do treinador, as dicas dos companheiros. O certo é que, a cada partida, me sinto mais à vontade para ajudar o Atlético e tomara que consiga nesta partida contra o Guaratinguetá”, afirmou Werley.
Mesmo com as dificuldades de atuar fora da posição, ele não foi poupado por parte da torcida no jogo com o Rio Branco, domingo, no Mineirão, recebendo algumas vaias. Por outro lado, recebeu o apoio do atacante Éder Luís, que fez questão de abraçá-lo ao marcar o segundo gol alvinegro. “Fiquei muito feliz pela atitude dele e também dos outros jogadores, que vieram me abraçar. Todos sabem o quanto estou me esforçando para me sair bem na nova posição. O gesto só mostra toda a nossa união, tão importante para alcançarmos os objetivos, como o título da Copa do Brasil.”
Se Werley ganhou chance aos poucos, entrando como zagueiro e depois indo para a lateral, há quem ainda aguarda a primeira oportunidade de vestir a camisa alvinegra. Como o atacante Alessandro, contratado no fim de fevereiro, mas que não pôde jogar no Mineiro por ter defendido o Cruzeiro na competição.
Ele foi relacionado pela primeira vez para um jogo desde que chegou ao clube e mostra toda a vontade de estrear. “A expectativa de jogar é grande, pois estou há bastante tempo apenas treinando. E a chance, se for confirmado, não poderia vir em melhor hora, pois me dediquei bastante, aprimorei a parte física e me sinto pronto para começar a buscar meu espaço na equipe”, declarou Alessandro, agradecendo o apoio que recebeu não só dos companheiros, mas também da torcida atleticana, ressaltando que essa empatia é fundamental para que o time conquiste os resultados.
Alessandro teve o desempenho nos treinos elogiado por Leão, mas deve começar o jogo no banco de reservas. A equipe, a ser definida no treino que será realizado hoje pela manhã, deverá ser a mesma que venceu o Rio Branco, sábado.
CINQUENTA ANOS Amanhã, será apenas a segunda vez que o Guaratinguetá cruzará o caminho do Galo na história. O único duelo entre as equipes foi amistoso disputado em 4 de maio de 1958, no estádio Benedito Meireles, no interior paulista, e vencido pelo time da casa pelo placar de 1 a 0. Na ocasião, o clube era denominado Associação Esportiva Guaratinguetá – hoje se chama Guaratinguetá Futebol Ltda.
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