Paulo Galvão - Estado de Minas
Um dos pontos fortes do Atlético na temporada, o setor defensivo terá uma prova de fogo nas próximas partidas, quando o Galo jogará sua sorte na segunda fase da Copa do Brasil e decidirá o título mineiro com o Cruzeiro. Em ambas as competições, o time alvinegro levará a melhor se não sofrer gols – no caso da competição nacional, avança às oitavas-de-final até com empate por 1 a 1, e no Estadual leva vantagem por ter feito melhor campanha na primeira fase.
O Galo está invicto há 12 jogos, nos quais venceu 11, e sofreu apenas cinco gols. Mas uma mudança certa para o jogo contra o Guaratinguetá, quinta-feira, será justamente daquele que tem como obrigação impedir os gols adversários. Como Juninho terá de cumprir suspensão por ter sido expulso no jogo de ida, no interior paulista, dará lugar a Édson, que terá a chance de começar jogando pela primeira vez no ano.
A última vez que isso ocorreu foi em 7 de dezembro, na derrota por 2 a 0 para o Grêmio, em Porto Alegre. O período sem ser titular, porém, não é visto como problema para o goleiro. “Claro que quando você está com ritmo de jogo é melhor, mas venho treinando sério para estar preparado quando a chance surgisse. Podem ter certeza de que estou pronto para jogar e procurar ajudar o time”, afirmou Édson, que disputou 52 partidas pelo Galo e sofreu 78 gols desde a estreia, em 8 de abril de 2007, segundo dados do clube.
Ele lembra que em outras oportunidades também ficou algum tempo sem jogar, entrou e se saiu bem. “O importante é que, se estou sendo escalado, é porque o (técnico Emerson) Leão confia no meu trabalho. Sei que, quinta-feira, teremos uma partida decisiva, mas estou tranquilo justamente por essa confiança”, disse.
Com a intenção de voltar a ser titular do Galo, Édson lamenta que a chance esteja ocorrendo por conta da expulsão de Juninho, que ele considerou injusta – o jogador demorou para cobrar tiro de meta, recebeu o cartão amarelo e, em seguida, o vermelho. “Isso é coisa do futebol, aconteceu, e tenho de procurar entrar e fazer minha parte.”
Como os demais jogadores, o goleiro atleticano só quer se concentrar no Guaratinguetá. Assim, a decisão com o Cruzeiro fica para depois. “Sabemos que surpresas são comuns na Copa do Brasil e temos de estar atentos para que ela não ocorra conosco”, argumentou Édson, citando o exemplo do Botafogo, eliminado em casa pelo Americano na segunda fase da competição mata-mata.
À DISPOSIÇÃO Além da entrada de Édson, outra mudança para o jogo de quinta-feira será a volta do lateral-esquerdo Júnior, que cumpriu suspensão contra o Rio Branco, sábado, pelo Mineiro. O volante Márcio Araújo e o armador Lopes, que estavam na mesma situação, também estão à disposição. Por outro lado, o zagueiro Werley, que vinha sendo improvisado na lateral direita, mas se contundiu no treino de sexta-feira, ainda será avaliado para saber se poderá jogar.
Quem tem condições de entrar é o atacante Alessandro. Ele não pode jogar no Estadual por ter defendido o Cruzeiro na competição e ficou no banco no jogo de ida da segunda fase da Copa do Brasil, não estreando por causa da expulsão de Juninho. “Como na semana passada, continuo trabalhando e na expectativa de jogar pela primeira vez pelo Atlético. Se for agora será ainda melhor, pois é um jogo no Mineirão, diante da torcida”, declarou o atacante.
Até ontem, foram comercializados 7.917 ingressos para o jogo de quinta-feira. As cadeiras superior e inferior custam R$ 10 e a especial, R$ 30, e podem ser adquiridas das 9h às 17h, no Labareda, Loja do Galo Betim e lojas Class Club Sion e Buritis. Na sede de Lourdes, a venda vai até as 20h.
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